safaris

Expedição a uma selva africana para caça ou simplesmente observação de animais selvagens, a sua prática surgiu no século XIX, tendo sempre uma intenção lúdica e turística. A palavra safari deriva da palavra árabe safara que significa viajar. Atualmente, os safaris são cada vez menos devido à redução efetiva do número de animais, muitos dos quais em perigo de extinção, confinados a parques naturais e consequentemente protegidos por leis nacionais e internacionais de defesa das espécies.
Esta prática foi difundida pelos colonos ou residentes europeus nas antigas colónias de África, nomeadamente nas regiões sob domínio britânico, onde eram levados a cabo de forma um pouco improvisada. Com o passar do tempo os safaris tornaram-se cada vez mais organizados, com regras específicas e apertadas medidas de segurança. Atualmente é considerado um "desporto" dispendioso, com fins únicos de recreio e prazer, sujeito a autorizações especiais e sob a vigilância e direção de guias, normalmente enquadrados em programas turísticos. Para evitar abusos existem regulamentos rígidos, os quais nem sempre são respeitados, que restringem as espécies ou o número de animais a abater consoante as épocas do ano. No Quénia, território mítico dos safaris, existem regiões onde se podem caçar apenas algumas espécies e em quantidades controladas. Apesar de ser uma espécie que quase se extinguiu devido à enorme procura do marfim dos seus dentes, o elefante voltou a ser caçado em certas zonas como o Zimbabwe. Devido à devastação do habitat desta espécie pelo Homem, por vezes é necessário recorrer ao controlo de população através da caça ou por iniciativa das próprias zonas de proteção. Em Angola e também em Moçambique se faziam este tipo de expedições de caça, embora hoje os safaris estejam restritos a poucos países, como o Quénia, a Tanzânia ou a África do Sul.
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