Sagrada Família (Barcelona)

O Templo Expiatório da Sagrada Família de Barcelona foi iniciado em 1882 e ainda hoje se encontra inacabado. O seu risco deve-se ao génio criativo do arquiteto catalão Antoni Gaudí, que aplica os ideias da Arte Nova à arquitetura religiosa. O artista está ligado a uma vertente mais arquitetónica e orgânica da Arte Nova, procurando captar todos os elementos naturais de uma forma muito precisa. Aqui todos os pormenores são imbuídos de simbolismo. A decoração inspira-se em elementos neogóticos (agulhas das torres em forma de espigas de milho, rendilhado nas bandeiras dos vãos), elementos barrocos (as estruturas funcionais passam a ser meramente decorativas) e elementos mouriscos (utilização da cor e do tijolo vidrado). Mas a grande contribuição de Gaudí foi no campo da estática com a supressão dos contrafortes através de um hábil sistema de descarga de forças. Assim, o peso da abóbada central (de forma hiperbólica côncava) já não se distribui sob forma de pressão descendente e lateral, como acontecia na arquitetura gótica. A utilização de superfícies parabólicas e hiperbólicas resulta no escoramento quase vertical das colunas, que, por estarem levemente inclinadas, recebem a restante pressão lateral. Para termos uma ideia da grandeza do projeto da Sagrada Família, basta referir que tem 12 campanários de 100 m de altura cada, 5 cúpulas e um coro de 14 m de altura para 2200 cantores, que podem ser ouvidos no interior e no exterior.
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