Sainte Foy des Conques (séc. XI)

Esta santa foi martirizada, em 303, vítima da perseguição do imperador Diocleciano. No ano de 795 o eremita Dadon instalou-se em Conques, num mosteiro de regra beneditina, onde depois foi construída uma igreja dedicada ao Santo Salvador. Em 866 as relíquias de Sainte Foy (ou Fé) foram transladadas de Agen para Conques, e a meio do século XI (1050) foi erigido um novo santuário, fazendo de Conques uma paragem obrigatória na peregrinação a Santiago de Compostela.
Por volta de 1060, passados dez anos, foi escrita a Chanson de Sainte Foy em língua occitana. No final do século XI, o santuário atingiu o seu apogeu e o tesouro foi acrescido de mais relíquias. Em 1107, na Abadia de S. Bonifácio foi construída uma fachada com a representação de um Juízo Final no tímpano.
No século XVI, em 1537, a abadia beneditina foi secularizada e em 1568 os protestantes pilharam esta abadia.
No final de Setecentos (1792), com a Revolução Francesa, o tesouro foi escondido e em meados do século XIX (1837) as obras de restauro foram iniciadas. Mons. Bourret, bispo de Rodez, instalou-se em Conques em 1873 para reanimar o santuário. Dois anos depois (1875) foi redescoberto o cofre-relicário na igreja. E no início do século XX (1903) foi realizado um inventário artístico referente a este espólio.
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