Salácia

Com este nome aparecem referidas duas localidades. Uma delas é perto de Braga, estando na via romana que unia Astorga a Braga. A outra situava-se na via que ligava Mérida a Lisboa (ou, segundo outras fontes, a que ligava Esuri a Beja), sendo hoje Alcácer do Sal e famosa desde tempos recuados pela comercialização de lãs dos rebanhos da Turdetânia e Lusitânia.
Segundo André de Resende, o nome dado ao municipium de Alcácer do Sal proviria de uma deusa da Antiguidade Clássica, denominada Salácia. Antes deste nome latino (Salacia Urbs Imperatoria) crê-se que existiria o de Eviom, por se ter encontrado esta inscrição em moedas da localidade. Estas moedas tinham também a representação de Neptuno, atestando a importância da cidade e da sua interligação com o rio Sado. De facto, sabe-se através de achados arqueológicos que a cidade tem raízes pré-romanas.
Foi descoberta uma necrópole em 1873 na zona de Alcácer do Sal, que contribuiu para o conhecimento da cidade. Encontraram-se vestígios da Idade do Ferro, e evidenciaram-se provas de contacto com os iberos, os tartessos, os egípcios e os gregos (nos séculos III e IV a. C.).
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