salto em altura

O salto em altura é uma especialidade do atletismo que consiste em ultrapassar, sem derrubar, uma fasquia apoiada em duas barras que estão colocadas a uma distância de cerca de quatro metros uma da outra. Se a barra for derrubada, o salto é anulado. O atleta tem de correr e fazer o impulso para o salto só com um pé apoiado no chão. Cada atleta dispõe de três tentativas para ultrapassar a fasquia. Se não o fizer é eliminado. A altura da fasquia é alterada consoante a capacidade dos atletas e os recordes estabelecidos.
Os atletas utilizam, atualmente, o salto de estilo Fosbury para vencer a fasquia, que consiste em fazer passar primeiro a cabeça, de costas para o obstáculo, depois os ombros e finalmente as pernas, desenhando um arco com o corpo. Este estilo apareceu nos Jogos Olímpicos de 1968, no México, e foi introduzido pelo norte-americano Richard Fosbury, que acabou por ganhar a medalha de ouro. Este estilo só resultou na época porque o pavimento onde caíam os atletas foi substituído. Até aí, era composto por serrim, mas foi substituído por uma espécie de colchão, que permitia aos saltadores cair de costas, ou de ombros.
O salto em altura encontra raízes nas tradições celtas e as primeiras competições desta modalidade surgiram na Inglaterra, já em meados do século XIX. As primeiras regras, muitas delas ainda usadas nos nossos dias, apareceram em 1865 e já previam, por exemplo, a possibilidade de três tentativas para se ultrapassar a fasquia. O salto em altura faz parte do programa da era moderna dos Jogos Olímpicos desde que estes tiveram início, em 1896, em Atenas. Até 1936, as regras ditavam que a fasquia tinha que ser primeiro transposta pelos pés, numa época em que o estilo mais utilizado se chamava tesoura, devido ao movimento das pernas. Até 1912, houve uma variante do salto em que a impulsão era dada a partir de uma posição estática do atleta embora o salto com corrida, que ainda hoje perdura, também tivesse tido a sua estreia em 1896. A versão feminina desta prova de atletismo surgiu nos Jogos de Amesterdão, em 1928.
O americano Lester Steers foi o primeiro a tentar passar a barra com a cabeça, em primeiro lugar, o que permitiu elevar os recordes, mas foi com o salto de Fosbury que o grande impulso se deu. Neste meio tempo, apareceram diversos estilos, como o ocidental - em que o rosto ficava voltado para baixo e o corpo paralelo à fasquia no momento em que esta era ultrapassada -, que permitiu ao americano George Horine ser o primeiro a transpor os dois metros.
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