Samarcanda

A cidade de Samarcanda situava-se na antiga Transoxiana e num dos pontos do que foi a Rota da Seda da China, o que justifica a sua importância.
Samarcanda, assim como a cidade de Bukhara, foi alvo de ataques constantes dos guerreiros da jihad a partir do ano 667, uma vez que o governador da Síria, Muawiya, decidiu ampliar o império com a vantagem simultânea de manter ocupados os seus homens de armas. Samarcanda revoltou-se em 809 contra o califado de Bagdade (Iraque) e foi enviada uma expedição militar para reprimir a sublevação, expedição esta encabeçada pelo próprio califa, Harun al-Rashid, que durante a mesma encontrou a morte. Esta cidade deve a Tamerlão o facto de ter sido reconstruída no século XIV para se tornar a sua capital, tendo-se tornado tão mais rica e importante no mundo científico, artístico e económico de então quanto maiores foram as pilhagens que Tamerlão fazia nas suas conquistas. Um dos produtos das pilhagens foram as portas de bronze provindas da cidade conquistada de Herat. A população tanto da cidade de Samarcanda como da periferia aumentou drasticamente, assim como os edifícios faustosos (madrasas, mesquitas, mausoléus...) revestidos a mosaico azul e amarelo.
Alguns dos monumentos mais significativos desta cidade são a necrópole onde se encontram os mausoléus de Shah-i-Zinda e ao qual acorriam peregrinos desde o século XI (reconstruída por Tamerlão para servir de cemitério real) e a mesquita de Bibi Khanum (nome da mulher preferida de Tamerlão), que levou cinco anos a construir. Outro conjunto monumental que se destacou nesta cidade não só a nível local como em toda a Ásia Central foi o Registan, espaço público central que servia de local para execuções, para proclamações de guerra e de bazar e que era ladeado pelos edifícios de três madrasas.
Samarcanda é igualmente o título de uma obra do escritor Amin Maalouf.
Como referenciar: Samarcanda in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2019. [consult. 2019-12-06 06:30:16]. Disponível na Internet: