San Marino

Geografia
Estado independente que constitui um enclave na Itália. É uma pequena república, com uma dimensão de 61,2 km2. Localiza-se na encosta do monte Titano, na Itália Central, próximo do mar Adriático, entre as regiões da Romagna e da Marche. San Marino é circundado pela Itália e apresenta uma forma retangular irregular. A paisagem é dominada por uma imensa extensão de pedra calcária do monte Titano. A silhueta deste monte foi triplicamente coroada por antigos povos, com fortificações que podem ser vistas a muitas milhas de distância. As cidades principais são Serravalle/Dogano, com 8800 habitantes (2004), Borgo Maggiore (6400 hab.), San Marino - a capital (4300 hab.) - e Domagnano (2600 hab.).

Clima O clima é temperado mediterrânico.

Economia
Este território não tem recursos minerais; a economia reside na força empreendedora dos seus habitantes. Indústria, turismo, comércio e agricultura são os principais setores da economia. O turismo é a atividade que está em expansão. Os produtos tradicionais de San Marino incluem artigos de cerâmica e de ferro.
Indicador ambiental: o valor das emissões de dióxido de carbono, per capita, não foi atribuído.

População
Em 2006 residiam nesta república 29 251 pessoas (est. 2006). A densidade populacional corresponde a 473,44 hab./km2. As taxas de natalidade e de mortalidade são, respetivamente, de 10,02%o e 8,17%o. A esperança média de vida é de 81,71 anos. Nem o valor do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) nem o do Índice de Desenvolvimento ajustado ao Género (IDG) foram atribuídos (2001). Estima-se que em 2025 a população seja de 34 600 habitantes. A população é maioritariamente natural de San Marino (83%), com uma minoria de italianos (12%). Os habitantes da república praticam a religião católica (95%). A língua oficial é o italiano, embora sejam falados dialetos celto-galaicos, lombardos e da Romagna.

História
A República de San Marino teve a sua origem no século IV d. C., quando, de acordo com a tradição, São Marino e um grupo de cristãos se fixaram neste local para fugir às perseguições. Mais tarde, no século XII, desenvolveu-se numa comunidade auto-regulada e com estatutos próprios. Esta comunidade sentia-se apta para se tornar autónoma, não fosse ter sido usurpada pelos bispados vizinhos, em parte devido ao seu isolamento e às fortificações construídas nos montes. Nos meados do século XV foi uma república governada pelo Grande Conselho de 60 homens de Arengo. Protegida de sérios ataques, incluindo a ocupação de César Bórgia, San Marino sobreviveu ao Renascimento como uma relíquia italiana de cidade-estado. Tendo sido regulada por uma oligarquia que o Estado Papal tentou anexar, o século XVIII marcou o início do declínio da república. Quando Napoleão invadiu a Itália respeitou a independência da república e ofereceu-se para aumentar o seu território, em 1797. O Congresso de Viena de 1815 reconheceu-lhe o estatuto de independência. Durante o século XIX, com o movimento para a unificação italiana, San Marino ofereceu asilo aos revolucionários, entre os quais Giuseppe Garibaldi. A Constituição de San Marino baseou-se nos estatutos de 1600, que provêm de uma forma parlamentar de governo, o qual é constituído por 60 membros eleitos por cinco anos, que têm poderes legislativo e administrativo. Todos os seis meses são nomeados dois capitães regentes. A República de San Marino singulariza-se pela continuidade de instituições da Idade Média.
Como referenciar: San Marino in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2019. [consult. 2019-11-12 21:37:15]. Disponível na Internet: