Sandrine Bonnaire

Atriz francesa, Sandrine Bonnaire nasceu a 31 de março de 1967 em Gannat. Sétima de dez irmãos, entrou no mundo da representação muito jovem quando fez uma figuração em La Boum 2 (1982). Em 1983, acompanhou a irmã a uma audição para o filme de Maurice Pialat À Nos Amours (Aos Nossos Amores) e acabou por ficar com o papel principal. Com este papel, de uma jovem que usa o sexo como substituto do amor, tornou-se aos 16 anos a maior esperança do cinema francês, vencendo o César de Melhor Jovem Promessa. Dois anos mais tarde, participou em mais um filme de Maurice Pialat, Police, e teve uma das melhores interpretações da sua carreira em Sans Toi Ni Loi (Sem Eira Nem Beira), de Agnès Varda, num retrato perturbante e cru de uma jovem vagabunda. Graças a este papel, venceu o César de Melhor Atriz e impôs a sua imagem de marca de um certo charme selvagem, impenetrável e distante.
Em 1986, foi dirigida pela terceira vez por Maurice Pialat em Sous le Soleil de Satain (Ao Sol de Satanás), contracenando com Gérard Depardieu e interpretando uma perturbada adolescente grávida que mata o pai do seu bebé. Em 1987, protagonizou Les Innocents (O Segredo dos Inocentes), de André Téchiné, a que se seguiu Monsieur Hire (1989), de Patrice Leconte, um aclamado drama psicológico em que ela desestabiliza a vida do sólido Michel Blanc. Em 1992, contracenou com William Hurt em La Peste, com quem iniciou uma relação amorosa. Da união entre os dois nasceu Jeanne Hurt, em 1994, ano em que obteve mais uma nomeação para o César de Melhor Atriz pelo seu retrato de Joana D'Arc no díptico Jeanne La Pucelle (Joana D'Arc, a Donzela: As Batalhas e Joana D'Arc, a Donzela: As Prisões), de Jacques Rivette. Um ano depois, obteve grande aclamação pelo seu papel de empregada doméstica de um casal abastado no drama policial La Cérémonie (A Cerimónia), de Claude Chabrol, tendo recebido pelo papel a Taça Volpi para a Melhor Atriz no Festival de Veneza. Em 1998, voltou a ser dirigida por Jacques Rivette no thriller psicológico Secret Défense, interpretando uma investigadora médica que se vê envolvida nos problemas do irmão. Destacaram-se depois as suas interpretações de uma mulher de um artista que poderá estar envolvido num crime em Au Coeur du Mensonge (No Coração da Mentira, 1999), de Claude Chabrol; e da mulher infeliz de um médico russo que enfrenta as atribulações do pós-guerra na Rússia no drama histórico de Régis Wargnier Est-Ouest (Vida Prometida, 1999), pela qual obteve nova nomeação para o César de Melhor Atriz.
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