Santa Maria della Salute

A igreja de Santa Maria della Salute, situada na desembocadura do Grande Canal, em Veneza, ocupa uma posição privilegiada, motivada pela proximidade de outros templos. A obra é da autoria de Baldassare Longhena, que a iniciou em 1631, terminando-a 50 anos mais tarde. Fruto de um ex-voto à Virgem durante uma peste que assolou a cidade em 1630, esta obra-prima do barroco veneziano constitui um excelente exemplo de reforço do eixo longitudinal numa estrutura de planta centralizada octogonal, através da união de dois espaços com cúpula. Longhena encontrou este tipo de planta em edifícios da Antiguidade tardia e da Idade Média. Uma galeria alberga seis capelas abertas nos lados do octógono (um dos lados foi reservado para a porta de entrada e o outro para a capela-mor). A sensação de movimento é percebida quanto se faz uma leitura do interior a partir do centro.
Os elementos que sobressaem no exterior e se destacam pela sua técnica são as volutas que servem de contrafortes às pressões laterais exercidas pela cúpula, criando ao mesmo tempo um movimento centrífugo. O nível inferior da fachada faz antever as proporções internas. Esta obra é um testemunho da leitura das conceções palladianas, nomeadamente pela grande atenção que é dada às proporções harmónicas entre as diferentes partes do edifício e ao uso das ordens de colunas.
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