São Paulo Extramuros (Roma)

Trata-se de uma basílica que alberga uma comunidade de monges beneditinos, erigida por Constantino em 314, sobre o túmulo do apóstolo S. Paulo, que só é superada em dimensão pela de S. Pedro, no Vaticano. Foi quase totalmente destruída por um incêndio em 1823.
Possui um imenso pátio em torno do pórtico, da autoria de Calderini (1892), ladeado por 150 colunas, que abriga no seu centro uma estátua de S. Paulo e conduz à fachada, ornada de um belo mosaico de F. Agricola.
O interior é grandioso. Tem 130 m de comprimento e 65 de largura e aí se podem admirar cinco naves sustentadas por 80 colunas monolíticas que reproduzem fielmente a volumetria da antiga basílica, ainda que não o consigam fazer relativamente à atmosfera original. Desta restam os mosaicos do arco de triunfo do século V, uma porta em bronze do século XII, localizada à direita do portal principal, e o belíssimo tabernáculo de Arnolfo de Cambio do século XIII. Destacam-se também no seu interior o teto em caixotões e os mosaicos em medalhões, representando os rostos de todos os papas desde S. Pedro e que decoram a parede debaixo das janelas.
O claustro datado de 1200 é magnífico e não foi danificado pelo incêndio ocorrido no século XIX. É considerado uma das mais belas realizações de Vassaletto (1214), com as suas colunas geminadas, lisas ou em espiral, sobre as quais se descreve um entablamento em mosaico.
A par de outras propriedades da Santa Sé com direitos extraterritoriais em Roma, constitui um núcleo classificado Património Mundial pela UNESCO.
Como referenciar: Porto Editora – São Paulo Extramuros (Roma) na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2021-10-19 21:42:42]. Disponível em