sátiro

Divindade grega dos bosques e das montanhas, por vezes também chamado Sileno. Este nome era-lhe dado principalmente quando atingia a velhice e ficava barrigudo, ainda mais feio e andando de burro. Entre os Romanos, os sátiros eram conhecidos por Faunos. A sua participação nas lendas era quase sempre secundária e pouco decisiva. O mais famoso dos sátiros foi Mársias.
Demónios da Natureza, companheiros dos deuses, simbolizavam a capacidade criadora dos seres vivos, vegetais ou animais. Eram representados como seres de pequena estatura, de cabelo espetado, longas orelhas pontiagudas, chifres de bode à frente, uma grande cauda de cabra ou cavalo, bem como um pénis sobre-humano sempre ereto. O tronco, como o rosto, eram humanos. Em termos gerais, eram uma mistura de homem, cavalo e bode, variando de acordo com as versões das lendas. Numa fase ulterior, o seu aspeto tornou-se cada vez mais humano e menos animalesco.
Amantes do vinho, da música e da festa, faziam parte do ruidoso cortejo de Dioniso, bebendo e dançando, para além de perseguirem as ninfas e as ménades, vítimas preferidas do seu apetite sexual sempre ativo. Atrás delas ou de outras mulheres, corriam os campos desenfreadamente, sempre à procura de satisfazerem a sua sexualidade sempre insaciável.
A imagem dos demónios dos cristãos foi desenvolvida a partir da dos sátiros.
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