Ségolène Royal

Política e governante francesa, Marie Ségolène Royal, nascida a 22 de setembro de 1953, em Dacar, no Senegal, antiga colónia francesa, destacou-se, a nível internacional, enquanto candidata à presidência de França.
Antes de se instalar definitivamente em França, a família Royal ainda viveu na Martinica, onde o pai, militar, esteve colocado.
Ségolène Royal, que se formou na Escola Nacional de Administração e no Instituto de Estudos Políticos de Paris, foi juíza administrativa em Paris antes de se dedicar à carreira política. Já mais tarde, em 1994, tornou-se advogada. Entretanto, já desde 1978 que se interessava ativamente por política, pois nesse ano inscrevera-se como militante do Partido Socialista.
Em junho de 1988 foi pela primeira vez eleita deputada à assembleia francesa, através do círculo eleitoral de Deux-Sèvres, feito que viria a repetir, sucessivamente, em 1993, 1997 e 2002.
A partir de abril de 1992 ocupou pela primeira vez um cargo governativo, ao ser nomeada ministra do Ambiente do governo de Pierre Bérégovoy. Esteve no cargo até março de 1993.
Em junho de 1997 regressou ao governo, desta vez liderado por Lionel Jospin, como ministra-adjunta do Ensino Escolar, ficando em funções até março de 2000, altura em que passou a ministra-adjunta da Família e da Infância. Em março de 2001 acumulou ainda a pasta relativa aos Deficientes Físicos. Desempenhou o cargo até maio de 2002.
Em março de 2004 Ségolène Royal foi eleita presidente da região de Poitou-Charentes. Em setembro do ano seguinte manifestou a sua intenção de concorrer às eleições presidenciais de 2007. Nesse sentido, em novembro de 2006 foi eleita pelo Partido Socialista para se candidatar às eleições de abril de 2007. Veio a ser a grande adversária de Nicolas Sarkozy e só perdeu na segunda volta, a 6 de maio, onde conquistou 46,94 % dos votos. Foi a primeira mulher a atingir a segunda volta das eleições presidenciais francesas.
Em junho desse mesmo ano, após a derrota nas presidenciais, assumiu a candidatura à liderança do Partido Socialista francês em substituição de François Hollande.
Paralelamente à carreira política, Ségolène Royal escreveu diversos livros sobre questões sociais, tendo o mais badalado sido Le Ras-le-bol des bebés zappeurs, de 1989, onde desafiou o gestores dos canais de televisão para que fizessem com que esta fosse melhor utilizada.
Como referenciar: Ségolène Royal in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2019. [consult. 2019-12-15 08:51:18]. Disponível na Internet: