Serpa Pimentel

Autor da segunda geração romântica, segundo Visconde de Gouveia e Par do Reino, de nome completo José Freire de Serpa Pimentel, nascido a 21 de novembro de 1814, em Coimbra, e falecido a 22 de janeiro de 1870, em Lisboa. Irmão do também poeta António de Serpa Pimentel, destacou-se como poeta medievista e dramaturgo. Formado em Direito pela Universidade de Coimbra, exerceu vários cargos de magistratura, como o de juiz de Direito e governador civil do Porto, e assumiu vários postos literários, como os de sócio do Conservatório Dramático e do Instituto de Coimbra. Em 1838, ano em que publicou o seu primeiro drama, D. Sisnando, Conde de Coimbra, fundou o Teatro Académico de Coimbra, dirigido por uma Academia Dramática que tinha como órgão a Crónica Literária da Nova Academia Dramática, que Serpa Pimentel dirigiu e onde deixaria uma vasta colaboração. Ao longo da sua vida, colaborou em vários outros periódicos, tais como os jornais de poesias O Trovador e O Novo Trovador, a Revista Universal Lisbonense, O Panorama, O Mosaico, O Prisma e A Ilustração. Publicou e/ou fez representar muitos dramas históricos, de entre os quais O Almansor Aben-Afan (1840) e D. Sancho II (1846). Em 1839 e 1840, publicou respetivamente os volumes de poesias Solaus, Cancioneiro e Tradições cavaleirosas da minha pátria, inspirados pelo gosto pelos poemas narrativos de cunho épico e popular introduzido por Almeida Garrett. Juntamente com João de Lemos e Luís Augusto Palmeirim, Serpa Pimentel seria assim o grande responsável pela proliferação das xácaras e dos solaus característica do nosso segundo romantismo. Tanto na sua obra dramática como na sua poesia lírica sobressaem as pinturas históricas, de onde ressaltam as figuras dos grandes heróis nacionais, os motivos fúnebres e fantásticos e a evocação dos lugares simbólicos da pátria e, particularmente, de Coimbra.
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