Sesimbra

Aspetos Geográficos
O concelho de Sesimbra, do distrito de Setúbal, localiza-se na Região de Lisboa (NUT II), na península de Setúbal (NUT III). Ocupa uma área de 195,7 km2 e abrange três freguesias: Santiago, Castelo e Quinta do Conde.
O concelho apresentava, em 2005, um total de 42 076 habitantes. O natural ou habitante de Sesimbra denomina-se sesimbrão ou sesimbrense.
O concelho encontra-se limitado a norte pelos concelhos de Almada e Seixal, a este por Setúbal e a oeste e sul pelo oceano Atlântico.
Possui um clima mediterrânico, com um período seco de cerca de 80 a 100 dias, durante o verão, em que a temperatura média varia entre os 23 °C e os 29 °C. No inverno, as temperaturas são amenas. De destacar, ainda, situações microclimáticas devidas à influência da serra da Arrábida.
Como recursos hídricos, referência para a ribeira das Lajes, a ribeira de Alara, a ribeira da Pateira, a ribeira da Mareta, a lagoa de Albufeira, englobando toda uma área de costa que abrange o cabo Espichel e as praias do Guincho e dos Lagosteiros.
A sua morfologia é marcada pela imponência da serra da Arrábida, com 501 m de altitude, e a serra dos Pinheirinhos.
Nestas terras, destaca-se a Área da Paisagem Protegida da Arriba Fóssil da Costa da Caparica, que é sobranceira às chamadas "Terras da Costa", e se estende quase até à lagoa de Albufeira. As belas formas de erosão, as características geológicas e a extensão tornam a arriba fóssil da Costa da Caparica ímpar no nosso país. Possui fauna e flora muito importantes. A presença humana excessiva, sobretudo na época estival, compromete o equilíbrio ecológico.
Destaca-se ainda o Parque Natural da Arrábida, que engloba áreas de reserva integral e reserva parcial. Esta última engloba a reserva botânica ("maquis" mediterrânico), reserva geológica (calcários), a reserva zoológica (terrestre e marinha) e a reserva paisagística.

História e Monumentos
Nestas terras foram encontrados vários vestígios fósseis de dinossauros, nomeadamente nas arribas do cabo Espichel.
As terras deste concelho foram conquistadas, em finais do século XII, aos mouros por D. Sancho I, auxiliado por cruzados francos. Em 1201, foi-lhe outorgado foral por D. Sancho I e, em 1260, foram doadas aos Cavaleiros da Ordem de Sant'Iago.
Em 1323, D. Dinis elevou-a a vila, sendo um importante porto de pesca, nomeadamente pesca grossa.
Nos começos do século XVIII, Sesimbra começou a ganhar uma feição e desenvolvimento ligados ao veraneio, surgindo todo um conjunto de hospedarias para alojamento dos turistas e também dos romeiros que demandavam o santuário de Nossa Senhora do Cabo.
Ao nível do património arquitetónico, destaca-se o castelo de Sesimbra, no qual importa relevar a torre de menagem, as linhas das muralhas e o seu interior, onde se podem observar, entre outras estruturas, os conjuntos de silos escavados no solo com cronologias entre o período muçulmano e a Idade Moderna, além de um lagar.
De destacar também é o Forte de Santiago, em cujo pátio se pode ainda ver uma grande pintura sobre madeira, dos meados do século XVII, que representa Santo Iago num corcel, investindo, de espada em riste, sobre um grupo de castelhanos.
De realçar ainda a igreja de Santa Maria do Castelo, de 1160, reconstruída no século XVIII em estilo maneirista, e o já referido Santuário de Nossa Senhora do Cabo Espichel, cuja referência mais antiga remonta ao século XII e, mais seguramente, ao início do século XV. Constituem um exemplo da arquitetura popular portuguesa com a Igreja de Nossa Senhora do Cabo, a Casa dos Círios e o Terreirol. Os dois corpos que ladeiam a igreja são percorridos por arcaria que conferem monumentalidade ao conjunto. A fachada da igreja tem três portas com frontão em meia-concha, flanqueada por duas torres sineiras. Existem tradições religiosas no local, conhecido por cabo da Santa Esperança. Admite-se que o culto seja de origem islâmica, tendo sido mais tarde cristianizado.

Tradições, Lendas e Curiosidades
São diversas as manifestações populares e culturais no concelho, sendo de salientar a festa do Senhor Jesus das Chagas, nos dias 3, 4 e 5 de maio; a festa de S. Tiago, a 25 de julho; a festa de Nossa Senhora do Cabo, no último domingo de setembro; a festa de Nossa Senhora da Luz, no segundo domingo de setembro; a festa de Nossa Senhora da Atalaia, no último domingo de agosto; a festa dos santos populares, de 24 a 30 de junho; e o Carnaval, no domingo e terça-feira de Carnaval, com desfile de escolas de samba.
No artesanato, são típicas as miniaturas de embarcações e trabalhos com escamas de peixe.
Como curiosidade, recordam-se as tradições religiosas no local conhecido por cabo da Santa Esperança. Admite-se que o culto tenha origem islâmica e mais tarde foi cristianizado.

Economia
No concelho predominam as atividades ligadas aos setores primário, distinguindo-se a pesca, agricultura e pecuária. No terciário, as atividades ligadas ao turismo e hotelaria. No setor secundário o destaque vai para a indústria de extração e transformação de calcário.
O concelho tem uma área agrícola de 26,1%, predominando os cultivos de cereais para grão, prados temporários e culturas forrageiras, culturas hortícolas extensivas, pousio, vinha, prados e pastagens permanentes.
A pecuária tem também alguma importância, nomeadamente na criação de aves, ovinos e coelhos.
Cerca de 6167 ha do seu território encontram-se cobertos de floresta.
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