Sétimo Severo

Imperador romano nascido em Leptis (África) em 146, governou entre 193 e 211, data da sua morte.
Com a morte de Cómodo, Pértinax era apontado como o novo Trajano, mas os exércitos provinciais, mormente o do Danúbio, impõem o seu chefe Sétimo Severo.
Alguns anos demorou Severo a vencer definitivamente os seus adversários diretos Pessénio Níger e Clódio Albino, mas após a vitória não existia qualquer impedimento à sua vigência. A sua personalidade era vingativa e até cruel, rodeado de um complexo círculo pessoal e familiar, onde pontifica a sua mulher, Júlia Domna, de origem síria. Implementou rapidamente medidas que aumentaram significativamente a sua influência e poder, como a substituição da tradicional Guarda Pretoriana por um grupo de 15 000 homens provenientes da sua tropa, ou a perseguição e morte de um número vasto de grandes proprietários imperiais, por forma a apoderar-se das suas terras aráveis, num ato que enfraqueceu de forma evidente a consistência do Império.
A administração pública foi organizada em bases militares. Os africanos foram favorecidos em relação aos italianos e os senadores romanos, privados das províncias, veem drasticamente reduzida a sua influência política e social. Centralizou o poder em si e no seu conselho, acumulando em determinado momento o título de Dominus, senhor supremo, cargo recusado por Augusto.
O avanço das tribos do Norte na Britânia levam-no a partir para essa província em 208, juntamente com Caracala, onde permanece até à sua morte em 211.
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