Sidonismo

O Sidonismo foi um regime antiparlamentarista, introduzido por Sidónio Pais em Portugal, durante a primeira República, em 1917-18. O Parlamento é subordinado ao Executivo, numa tentativa de pôr fim à anarquia e instabilidade políticas desta fase e os poderes do presidente são reforçados - presidencialismo.
A política de Sidónio Pais emerge da fusão de dois fatores: um de carácter teórico, que se traduz no Programa de Integralismo Lusitano; e um de carácter prático, que se prende com o descrédito da República. O Integralismo apresenta-se contra as teorias republicanas mais radicais, defendendo uma relação com o passado monárquico, como uma "herança coletiva" que deve ser salvaguardada. Não procura a anulação dos valores do passado, mas uma nova aplicação segundo uma ordem diferente. Muitos são os que se vão identificar com esta estratégia política, sobretudo os que não se integram na ideologia elitista da República e no mundo das intrigas partidárias.
Numa fase de profunda instabilidade política, agravada pela Primeira Guerra Mundial e a crise que se generaliza um pouco por toda a Europa, o que é pretendido - tanto pelos políticos como pela população - é sobretudo eficácia da parte do Governo. O Sidonismo aparece como uma solução para os problemas, uma possibilidade real de arranque em direção ao progresso. A aceitação deve-se em parte ao facto de este projeto reunir no seu discurso, autoritário e corporativo, os vários setores da sociedade num todo.
O Sidonismo, como projeto e experiência política, termina abruptamente com o assassinato de Sidónio Pais, em Lisboa, a 14 de dezembro de 1918.
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