sinagoga

Proveniente do grego, o termo sinagoga referiu-se inicialmente tanto ao local onde a comunidade se reunia como à própria comunidade, acabando por se fixar e permanecer o primeiro significado. Com a diáspora judaica, o povo perdeu o templo e sentiu necessidade de construir um edifício onde se pudesse celebrar os rituais e rezar, surgindo assim as sinagogas. O registo mais antigo que se conhece de uma sinagoga data do século III a. C. e é do Egito. Tornou-se também hábito fazer os estudos das Leis nestes locais, pelo que as sinagogas foram proliferando. Conforme mencionado na Bíblia e em estudos diversos, cada sinagoga destinava-se a judeus de determinadas proveniências, não sendo comuns as misturas. As sinagogas eram normalmente geridas pelas autoridades civis, no caso de a população de um determinado local ser toda hebreia. Caso a população fosse mista e houvesse mais de uma sinagoga cada uma delas teria os seus dirigentes (por norma, em número de três e chamado de "conselho sinagogal"). Os cultos celebrados nas sinagogas iniciavam-se normalmente com orações, seguindo-se a leitura de partes da Torah, leituras de escritos dos profetas, a intervenção de algum dos presentes e fechava com a bênção. O presidente tinha como encargo dirigir o culto e escolher quem faria as leituras e as intervenções, enquanto que o ministro (hazzan) tocava as trombetas para indicar que o dia de sábado estava a começar, dava a quem estava encarregue de ler os rolos com as Escrituras e fazia as flagelações. Na altura do surgimento das sinagogas, eram celebrados os cultos dos dias festivos e dos sábados, acabando por se realizarem também os dos dias de jejum e outros considerados importantes. Os edifícios das sinagogas, orientados em direção a Jerusalém, acabaram por se uniformizar em termos estruturais, sendo usualmente de planta retangular com três naves de entradas independentes. Um sítio especial, fechado com um véu, albergava as Sagradas Escrituras e diante dele situava-se o púlpito. Os homens e as mulheres ocupavam lugares diferenciados dentro do edifício, sendo a maior sinagoga conhecida a de Beth Jerach.
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