Sisto IV

Papa italiano, nascido em Abisola (Savona), a 21 de julho de 1414, Francisco della Rovere era filho de Luchina Monleone e do comerciante Leonardo, da ilustre família dos Rovere, da Ligúria.
Em 1423 entrou para o convento de São Francisco de Savona e aos 15 anos professou na Ordem Franciscana.
Doutorou-se em Teologia na universidade de Pádua, depois de ter também estudado em Pavia e Bolonha (localidades estas onde lecionou posteriormente, assim como em Siena, Florença e Perugia). Tornou-se procurador-geral, ministro provincial da Ligúria, vigário geral da Itália e ministro geral da Ordem de São Francisco, e em setembro de 1467 foi nomeado cardeal de São Pedro. Ascendeu ao sólio papal a 9 de agosto de 1471, aí permanecendo até 13 de agosto de 1484. Não tendo apoio para o empreendimento da cruzada, tal como os que o antecederam no trono pontifical, conseguiu apenas conquistar Esmirna, em 1472.
Emitiu a bula Exigit sicerae devotionis, a 1 de novembro de 1478, onde autorizava os Reis Católicos a designar inquisidores para a vigilância daqueles que se tinham convertido ao cristianismo.
Este papado foi marcado por um exacerbado nepotismo (contrariamente ao que a sua vida antes da eleição fazia prever, perfeitamente franciscana e disciplinada), colocando Sisto IV familiares seus em todos os cargos importantes dentro da Igreja. Foi por esta razão acusado de querer equiparar a Santa Sede (e a cidade de Roma) a um sistema monárquico em que ele era o único e todo-poderoso senhor dos organismos militares, religiosos e políticos.
A unidade política italiana viu-se gravemente comprometida, sobretudo com o conflito entre o papa e a família Médicis de Florença. A participação de Sisto IV na conspiração que levou ao assassinato de Juliano de Médicis em plena missa, no dia 28 de abril de 1478, colocou-o numa posição extremamente delicada, até porque os Médicis contavam com o apoio do rei Luís XI de França.
Depois de excomungar Lourenço de Médicis e interditar Florença, o Sumo Pontífice viu-se assim obrigado a retratar-se.
Este papa, que, por outro lado, fomentou o desenvolvimento das artes (como a pintura da Capela Sistina), abriu a Biblioteca Vaticana ao público e enriqueceu-a com muitos e valiosos volumes e financiou obras públicas.
Faleceu em 1484 e foi sepultado na capela da Conceição, na basílica de São Pedro, no Vaticano.
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