sociologia do desenvolvimento

A sociologia do desenvolvimento é o ramo da sociologia que, adotando uma perspetiva de interdependência entre as dimensões económica, social e política, se ocupa da análise dos efeitos da mecanização generalizada da produção.
O estudo das condições necessárias para o acesso dos países não industrializados à revolução industrial ocupou vários autores, nomeadamente os da "teoria da modernização", como Bert Hoselitz, Nash e Eisenstadt.
Nos anos sessenta do século XX, num contexto histórico em que a maior parte das colónias dos países europeus tinha encontrado a sua independência política, a posição da sociologia do desenvolvimento era otimista e via a industrialização como benéfica e recomendável ao progresso dos países do chamado terceiro mundo. Contudo, a constatação de que as descolonizações não tinham acarretado independência económica para os novos países levou a uma relativização dessa perspetiva, com os sociólogos de inspiração marxista dos anos setenta a denunciarem o cariz interesseiro das ajudas dos países ocidentais à industrialização no terceiro mundo. Atualmente a sociologia do desenvolvimento alerta, precisamente, para a impossibilidade de transposição mecânica de modelos de desenvolvimento entre países em tudo diferentes. Autores que incluem nas suas reflexões as preocupações deste ramo de sociologia são, entre outros, Robert Nisbet (History of the Idea of Progress, 1980), Tom Bottomore (Theories of Modern Capitalism, 1985), David Booth (World Development, 1985) e, em Portugal, Alfredo Bruto da Costa e Celso Furtado.
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