status

A palavra status passou do latim para o português adquirindo a forma de "estatuto". Embora ela seja usada sob esta forma na linguagem corrente, é mais frequente usar-se o latinismo no âmbito das Ciências Sociais.
O status designa a classe que a pessoa ocupa dentro do(s) grupo(s) a que pertence: social, político, laboral, sindical, associativo, etc. A esta noção andam obrigatoriamente associados um conjunto de direitos e um conjunto de deveres acordados aos seus membros, de tal forma que, no caso de agremiações ou coletividades, elas são regidas por um documento escrito chamado estatuto ou regulamento, constituído por um conjunto de artigos que definem as regras do seu funcionamento. Nele estão consignados as obrigações e os benefícios de que passam a usufruir os seus associados (exemplo: "estatuto da carreira docente", "estatuto da função pública", "estatuto da magistratura", etc.). O mesmo acontece quando se forma uma empresa pertencente a vários sócios, em que os estatutos contêm o seu nome, o domicílio, o objeto social, o capital social, as atribuições de cada sócio, as modalidades de reunião das assembleias, a repartição dos benefícios ou prejuízos, etc.
O status indica a posição que se ocupa ou o papel social que se desempenha relativamente aos outros membros do mesmo grupo ou a situação de uma coletividade em relação a outras instituições e/ou à sociedade em geral (exemplo, "o estatuto da mulher na sociedade atual").
Cada indivíduo possui diversos estatutos: um em cada subgrupo de que é membro (religioso, laboral, familiar, de tempos livres, de residência). Todavia, quando não se fornece nenhuma precisão sobre essas múltiplas pertenças, o estatuto de um indivíduo designa a totalidade de todos eles e representa a sua posição relativamente à sociedade em que está inserido.
Em todo o sistema social encontra-se hierarquias de estatutos, geralmente ligadas à estratificação social e definindo exatamente a posição assumida por cada um na escala social.
A comunicação em geral e particularmente as trocas linguísticas permitem avaliar com bastante precisão a importância do status. Essa qualidade do(s) interlocutor(es) condiciona a natureza e o desenrolar da conversação, exigindo uma escolha diferente de registos de língua e de nível de discurso e de exposição, consoante ela decorra com um erudito ou um membro da classe popular, com um político ou um eclesiástico, por exemplo.
Como referenciar: Porto Editora – status na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2021-10-18 09:31:13]. Disponível em