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Sturm und Drang
O nome Sturm und Drang, que significa Tempestade e Ímpeto ou Tumulto e Violência, surge a partir do título de uma peça de Friedrich Maximilian von Klinger, publicada em 1776, na qual se inscreve um apelo (nacionalista) ao regresso às raízes da germanidade. Klinger procurou afirmar a densidade das personagens da sua peça, cujo estatuto desejava equivalente àquele das de Shakespeare, em detrimento da rigidez das regras estruturais que caracterizavam as obras do Neoclassicismo.
Assim, o teatro foi desde o princípio o meio de expressão privilegiado deste movimento. Goethe, uma das suas figuras de proa, conhecera Herder quando ainda estudava, e este tinha-o feito interessar-se pela arquitetura gótica, pelas canções de folclore alemãs e por Shakespeare. Sob esta influência, Goethe publicou em 1773 a peça Götz con Berlichingen, baseada na vida de um cavaleiro alemão do século XVI. Outras peças importantes do movimento foram Die Räuber (Os Salteadores, 1781) e Kabale und Liebe (Intriga e Amor, 1784) de Schiller, que marcou uma nova fase deste movimento no que diz respeito ao trabalho sobre o género dramático.
Ainda no contexto deste movimento, tanto Schiller como Goethe se viriam a notabilizar pela sua poesia.
A nível do romance, há a destacar Werther (A Paixão do Jovem Werther, 1774) de Goethe, que se afirmou como a obra mais conhecida do movimento, graças à fama que adquiriu pela sua intriga sentimental e trágica, chegando a gerar pela Europa fora uma onda de suicídios por identificação com a reação do seu protagonista em face de um amor impossível.
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