subclasse

Aos chamados "indesejáveis" das sociedades ocidentais, marginalizados por questões económicas, como os desempregados e os vagabundos, por critérios de legalidade, como os marginais, por razões morais, como as prostitutas, e por motivos étnicos, como os ciganos ou os negros de certos guetos, juntam-se outras realidades de subclasse por uma questão de casta, como os intocáveis na Índia ou os burakhumin no Japão. O termo subclasse tem um valor relativamente neutro por oposição a outras palavras semelhantes, como é o caso do termo subproletariado, utilizado pela ideologia marxista com critérios económicos, e da palavra pária usada pelos liberais essencialmente por questões de ordem moral.
Na atualidade, uma das características mais vincadas dos grupos que formam a subclasse é a sua não participação no sistema produtivo de forma constante e reiterada, no que diferem da subclasse da era industrial, que era constituída principalmente por desempregados e era uma necessidade natural do sistema destinada a preencher as oscilações de procura do mercado em termos de mão de obra. As atuais subclasses, como produto das modernas sociedades modernas ocidentais, vivem de subsídios estatais, das economias ilegais de jogo e do tráfico de drogas ou armas, entre outras atividades. Situam-se fora da comunidade constituída pelas classes trabalhadoras estáveis, médias ou altas, que estabelecem a estrutura do sistema social.
Existem várias questões associadas à problemática da subclasse: a cada vez maior especialização e exigência do mundo profissional que exclui elementos de preparação indiferenciada e deficiente; a existência de sistemas de previdência que perpetuam situações de dependência; o racismo relacionado com a emigração legal e ilegal; e o crescente número de crianças de famílias de pais solteiros que, aliados a situações paralelas de fragilidade social, económica e étnica, estão destinadas a preencher as fileiras de uma subclasse de gueto marginal e marginalizada.
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