Sully Prudhomme

Poeta francês de inspiração parnasiana, de nome verdadeiro René François Prudhomme, nascido em 1839 e falecido em 1907. Tendo iniciado a sua formação num instituto politécnico, um problema nos olhos forçou-o a abandonar a carreira científica. Ainda chegou a estudar Direito, no entanto, o gosto pela literatura que se vinha manifestando desde muito cedo levou-o a dedicar se totalmente às letras.
Foi membro da Conference La Bruyère, uma distinta academia estudantil, onde veio a receber o primeiro incentivo para começar a escrever poesia. O bom acolhimento que a sua primeira obra Stances et Poèmes (1865) obteve por parte do escritor Sainte-Beuve solidificou a sua reputação. O seu êxito, e sobretudo do poema Le vasé brisé, permitiu a Sully Prudhomme colaborar no Parnasse Contemporaine fundado por Leconte de Lisle. Durante a guerra franco-prussiana alistou-se no exército e desta sua experiência surgiu a obra Impressions de la guerre (1870). Ao longo do seu percurso literário, um lirismo pessoal e melancólico dominado pelo romantismo e pelas emoções deu lugar, já numa segunda fase, a um certo lirismo analítico caracterizado pela expressão objetiva e verdade filosófica. Na sua obra entram assim em conjugação a perfeição formal e elegância, típicas do Parnasianismo, com temas de índole filosófica e científica.
Em 1881 foi eleito membro da Academia Francesa e em 1901 tornou-se no primeiro escritor homenageado com o primeiro prémio Nobel de Literatura da história.
As suas principais obras são: Stances et Poèmes (1865), Les Épreuves (1866), Croquis Italiens (1866-68), Solitudes (1869), Les Destins (1872), La Révolte des fleurs (1872), Les Vaines Tendresses (1875), La Justice (1878), Le Bonheur (1888), Le Problème des Causes Finales (1902) e Psychologie du Libre Arbitre (1907).
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