tabagismo

Tabagismo ou tabaquismo é uma situação em que se observa um uso excessivo e doentio do tabaco.

Um homem respira cerca de 20 000 vezes por dia, inalando cerca de 15 quilos de ar, ou seja, cerca de seis vezes o peso dos alimentos sólidos e líquidos ingeridos.
A atmosfera, principalmente a urbana, contém uma diversidade de substâncias poluentes que agridem as vias respiratórias.
A acrescer a estas partículas, os fumadores juntam três perigosos produtos químicos que entram na constituição do tabaco:

. o alcatrão, uma mistura de diversas substâncias que se condensa nos pulmões sob a forma de um líquido viscoso e espesso;
. a nicotina, uma droga viciante, absorvida a partir dos pulmões e que atua principalmente sobre o sistema nervoso, causando dependência;
. e o monóxido de carbono, um gás venenoso que impede o transporte do oxigénio para os tecidos.

À inalação destes três poluentes, as células epiteliais da mucosa respiratória reagem à irritação provocada aumentando a produção de muco. As células ciliadas são danificadas pelos poluentes tabágicos e tornam-se incapazes de fazer deslocar o muco para o exterior.
O organismo tenta limpar as vias respiratórias provocando a tosse, que provoca mais irritação, e o sistema cardiorrespiratório acaba por tornar-se vulnerável a infeções bacterianas, fúngicas ou virais.

A bronquite crónica e o enfisema são doenças obstrutivas pulmonares crónicas que estão ligadas ao fumo do tabaco e à poluição. Mais de 75% dos doentes de bronquite crónica tem um passado de fumador.
Um enfisema muito avançado é virtualmente desconhecido nos não-fumadores.

Na bronquite crónica, os bronquíolos segregam tanto mais muco quanto mais apertados e inflamados estão. Os cílios respiratórios não podem limpar as vias respiratórias do muco e das partículas que parcialmente as obstruem. Os indivíduos com bronquite crónica ficam suscetíveis a frequentes ataques de bronquite aguda e a infeções provocadas por vírus e bactérias; muitas vezes, desenvolvem enfisema.

No enfisema, a obstrução dos bronquíolos implica um aumento da resistência à passagem do ar e uma diminuição da inspiração. As paredes alveolares rompem-se e diversos alvéolos pulmonares unem-se, formando alvéolos maiores de baixa elasticidade. O número de capilares é reduzido.

As trocas gasosas diminuem e com elas diminui o volume de oxigénio disponível para se combinar com a hemoglobina do sangue. Para compensar, o ventrículo direito alarga.
Os doentes de enfisema acabam por ter falhas cardíacas.

O fumo do tabaco é também o maior responsável pelo cancro do pulmão. Mais de dez componentes do alcatrão do tabaco têm sido causas de cancro em animais utilizados em experiências.
Células normais são transformadas em células anormais cancerosas, que se multiplicam rapidamente e invadem os tecidos envolventes.

Um fumador médio, que fume entre 15 e 20 cigarros por dia, tem catorze vezes mais probabilidades de morrer de cancro do pulmão, da garganta ou da boca do que um não fumador; quatro vezes mais de morrer de cancro do esófago ou da bexiga, e duas vezes mais de morrer de ataque cardíaco.

A 31 de maio, comemora-se o Dia Mundial Sem Tabaco e, a 17 de novembro, o Dia do Não Fumador .
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