Teatro de Mérida

Mérida é uma cidade espanhola que durante o Império Romano se designava Emerita Augusta, a rica e próspera capital da província da Lusitânia, fundada por Octávio Augusto no ano de 25 a. C. e povoada por veteranos das legiões V Alaudae e X Gemina. As suas ruínas atestam o esplendor do seu passado romano, parcialmente apagado pelas invasões dos visigodos e pela ocupação árabe, que se prolongou entre o início do século VIII e o século XIII (711-1228).
O teatro de Mérida foi inaugurado entre 16 e 15 a. C., sendo seguido pela construção do anfiteatro entre os anos 8 e 7 a. C., e pelo circo numa data posterior. Este recinto doado por Agrippa, o sogro de Octávio Augusto, tinha capacidade para acolher cerca de 5500 espectadores, e esteve em atividade até o século IV, sendo reestruturado nos séculos I e II.
O teatro romano está presente nas colónias que transportam e repetem os modelos civilizacionais da metrópole. Este edifício, inicialmente construído em madeira e a partir de 55 em pedra (Pompeia), distingue-se dos teatros gregos por não se encontrar adossado a um afloramento rochoso, por apresentar uma fachada composta por colunas e pilastras sobrepostas, por não ter um local específico para a orquestra, mas antes um local individualizado para acolher os senadores e magistrados, e por apresentar os lugares da assistência inscritos num semicírculo.
Este teatro faz parte de uma área classificada Património Mundial pela UNESCO, o Conjunto Arqueológico de Mérida.
Como referenciar: Teatro de Mérida in Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2020. [consult. 2020-09-25 08:25:15]. Disponível na Internet: