Teerão


Aspetos Geográficos
Capital e maior cidade do Irão, Teerão localiza-se no Norte do país, ocupando uma imensa extensão de terreno no sopé da cadeia montanhosa de Alborz. Fica a cerca de 1190 metros de altitude, mas próxima do mar Cáspio. O seu clima é muito variável, embora se possa classificar como subtropical mediterrâneo. Possui cerca de 7 300 000 habitantes (2006), embora a sua área metropolitana albergue cerca de 13 milhões.

História e Monumentos Apesar da região onde se encontra ter sido habitada desde a Antiguidade, Teerão desenvolveu-se enquanto cidade há relativamente pouco tempo, tornando-se capital da Pérsia no século XVIII. No século IX, era apenas uma aldeia de pouca importância, embora no século XIV já fosse famosa. Em 1404, recebeu a primeira visita de um europeu, um diplomata castelhano, sendo nesta altura uma cidade sem muralhas. No século XVI, tornou-se residência dos soberanos safávidas. No início do século XVIII, Karim Khan Zand ordenou a construção de um palácio, um harém e escritórios governamentais, possivelmente com o objetivo de a declarar capital, mas isso só aconteceu em 1795, quando o xá Agha Mohammad Khan aí foi coroado. Tornou-se então capital do Império Persa, título que mantém até hoje. Durante a Segunda Guerra Mundial, foi ocupada pela Grã-Bretanha e pela União Soviética, por haver desconfiança de que o xá Reza Pahlavi tivesse simpatias nazis. Durante o pós-guerra, vários monumentos antigos foram destruídos e substituídos por outros mais modernos. Em 1978, deu-se uma revolta popular contra o regime imperial, o que originou a instalação de uma república islâmica liderada pelo Aiatolah Komeini. Entre 1980 e 1988, deu-se a Guerra Irão-Iraque, que resultou em bombardeamentos e destruição na cidade. Grande parte da arquitetura antiga da cidade não sobreviveu aos novos tempos, tendo sido substituída por novos edifícios incaracterísticos. A Torre Azadi, situada na Praça Azadi, é o maior símbolo da cidade.

Aspetos Turísticos e Curiosidades
Teerão sofre de graves problemas de trânsito e de poluição. De tal maneira, que o Governo chegou a ponderar a mudança da capital para enfrentar esse problema. O Trono do Pavão, uma das atrações da cidade e anterior símbolo do poder dos xás, pode ser visto no Palácio do Golestan, que funciona como museu. Existem ainda muitos outros museus, como o Museu Nacional do Irão, o Complexo de Palácios Sa’dabad, o Museu do Cristal e da Cerâmica, o Museu das Miniaturas, ou até o Museu de Arte Contemporânea (que inclui obras de Van Gogh, Picasso, etc.). Merece ainda destaque o Centro de Exposições, que organiza muitos eventos, inclusivamente feiras do livro muito populares. Para além de uma miríade de atrações culturais que a cidade contém, incluindo palácios, castelos, fortes, igrejas, mesquitas, vale a pena realçar a Torre de Milad, um dos mais altos edifícios do mundo.


Economia
Centro administrativo, cultural e económico do país, a cidade detém mais de metade da produção industrial do Irão. As principais indústrias são a dos automóveis, equipamento elétrico e eletrónico, armamento, têxteis, açúcar, cimento e produtos químicos. É também um grande centro do comércio de tapetes e mobiliário. Existe também uma refinaria de petróleo nas suas redondezas. Grande parte da população ativa trabalha para o Estado. Poucas empresas estrangeiras operam na cidade, como resultado da revolução islâmica. É servida por dois aeroportos internacionais.
Como referenciar: Teerão in Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2020. [consult. 2020-07-06 06:58:59]. Disponível na Internet: