Templo de Salomão

Cerca de 950 a. C. (segundo outros autores em 1013-1006 a. C.), Salomão, rei de Israel e filho de David, mandou erigir em Jerusalém uma das mais simbólicas e imponentes construções do Mundo Antigo.
O Templo de Salomão, de planta majestosa e imponência construtiva, foi levantado sob a direção de arquitetos filisteus (ou fenícios, segundo outras fontes) que, ao longo de sete anos, empregaram numerosa mão de obra. Os seus interiores eram ricamente decorados com aplicações de madeira de cedro do Líbano. Muita gente acorria ao santuário, símbolo máximo da civilização hebraica. Todavia, apenas os sacerdotes acediam ao chamado "Santo dos Santos", onde se depositavam objetos sagrados.
Este templo foi destruído em 578 a. C. (ou 588 a. C.) por Nabucodonosor, rei da Babilónia e carrasco dos hebreus (outros dizem-no destruído pelos caldeus). Mais tarde reconstruído, em 18 a. C. ou 20 a. C., por Herodes (de que recebe o nome), com algumas das estruturas antigas, foi depois arrasado por Tito em 70 d. C., aquando da reconquista romana de Jerusalém. Os israelitas, para chorarem o seu templo em ruínas e a capital arrasada, ainda hoje rezam no Muro das Lamentações.
A sua arquitetura lembrava os templos egípcios ou fenícios, com um luxo sumptuoso e abundante em ouro, prata, marfim, tapeçarias, madeiras exóticas, entre outros.
Como referenciar: Templo de Salomão in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2019. [consult. 2019-12-06 11:05:14]. Disponível na Internet: