Templos de Eridu e de Uruk

O templo marcava o centro da vida espiritual e temporal na civilização suméria. Era uma estrutura monumental, montada sobre uma colina artificial, o zigurate, sobre o qual se construía o templo a coroar o conjunto, que se compunha também pelos armazéns, oficinas e casas dos escribas dispostos em volta do polo central.
A mítica Torre de Babel foi destruída mas ainda se mantém o Templo Branco da cidade Uruk, identificada na Bíblia como Erech.
Este templo é constituído por um monte de 12 metros de altura, construído com tijolos, que antecede o santuário servido por rampas e escadarias que conduzem ao espaço mais sagrado, a cella, onde se celebravam os sacrifícios rituais oferecidos à imagem do deus, que neste caso seria Anu, o deus do Céu, mas a sua escultura perdeu-se.
A cella é uma sala estreita, que corre todo o comprimento do templo e está ladeada por câmaras de enormes dimensões. A entrada principal está colocada do lado sudoeste, para obrigar o crente a fazer uma via sacra até atingir o local místico. Eridu, outra das principais cidades da civilização da Mesopotâmia, a par de Ur, Lagash e Uruk, tinha também um zigurate, o centro de toda a sua vida religiosa, construídos no III milénio a. C..
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