Tenentismo

O Tenentismo foi um movimento de contestação à política governativa brasileira entre 1922 e 1927, por parte dos tenentes e militares de baixa patente. Teve três grandes ações de contestação, a mais significativa das quais foi a Coluna Prestes.
Durante a República Velha (1889-1930) o descontentamento da população urbana crescia. Desde a Grande Guerra que uma massa de funcionários públicos, operários e trabalhadores indiferenciados, engrossavam a população das cidades. A implantação da República não alterara significativamente a estrutura tradicional da sociedade e por isso, os grandes latifundiários e os militares de alta patente continuavam a dominar a cena política. Esta situação levava à marginalização dos grupos urbanos e dos pequenos proprietários, que não participavam na vida ativa do país. Os tenentes e os militares de baixa patente sentiam esta marginalização de uma forma particular. Eles consideravam a implantação da República um feito que lhes era devido, mas não reconhecido. É neste clima de descontentamento que surgem as manifestações durante a década de 20.
A eleição do presidente Artur da Silva Bernardes (1922-1926) foi contestada pela oposição. Nos quartéis tem lugar uma manifestação de protesto, que é debelada de seguida. Dois anos depois, em 1924, a instabilidade instalou-se em São Paulo, chegando mesmo a haver confrontos armados. A terceira ação de contestação foi a organização da Coluna Prestes, uma marcha que decorreu de 1925 a 1927. O Tenentismo não teve a adesão das camadas superiores do exército e as suas ações não tiveram o efeito pretendido, contudo abriram caminho à implantação de um regime ditatorial no Brasil.
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