teoria ácido-base de Lewis

A teoria ácido-base de Lewis, como o próprio nome indica, foi desenvolvida em 1923 pelo físico e químico norte-americano Gilbert Newton Lewis (1875-1946).
Segundo esta teoria, um ácido é toda a substância molecular ou iónica que pode aceitar um par de eletrões, e base é toda a substância que pode ceder um par de eletrões.
Este modelo, além de englobar as definições de Arrhenius e de Brönsted-Lowry, torna-se mais geral, uma vez que, além das espécies anteriormente definidas como ácido ou base, engloba outras que não têm a possibilidade de transferir iões H+.
É o caso de iões metálicos, como o ião Fe3+, que reage com o ião cianeto (CN-), para formar o complexo hexacianoferrato (III).
O ião Fe3+ é um ácido de Lewis, pois, por ser deficitário em eletrões, formou covalências dativas com o ião CN-, que funciona como base de Lewis.
Esta teoria adquire grande importância em química orgânica, onde os ácidos de Lewis desempenham um papel fundamental na catálise de muitas reações.
Dada a grande afinidade dos ácidos de Lewis para os eletrões, eles são também designados reagentes eletrófilos. As bases de Lewis, com pares de eletrões disponíveis para reagirem com os eletrófilos, são reagentes nucleófilos.
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