teoria de Arrhenius

A teoria de Arrhenius, como o próprio nome indica, foi proposta em 1887 pelo químico e físico sueco Svante August Arrhenius, que nasceu em Upsala, a 19 de fevereiro de 1859, e que faleceu em Estocolmo, a 2 de outubro de 1927.
Segundo esta teoria, um ácido é toda a substância que contém hidrogénio e, em solução aquosa, dissocia-se produzindo iões hidrogénio (iões H+).
Como exemplos de ácidos, podem referir-se o ácido clorídrico (HCl), o ácido sulfúrico (H2SO4), o ácido nítrico (HNO3), entre outros. Se um ácido só pode perder um ião hidrogénio designa-se por monoácido; se pode perder dois iões hidrogénio, chama-se diácido.
Os iões hidrogénio não ficam isolados depois da dissociação, unem-se a moléculas de água e formam o ião hidrónio ou também designado por ião hidroxónio (H3O+).
Segundo a teoria de Arrhenius, base é toda a substância que, em solução aquosa, liberta iões hidróxido (OH-). São exemplos de bases o hidróxido de sódio (NaOH), o hidróxido de potássio (KOH), entre outras.
Se na molécula só existe um grupo hidróxido, designa-se por monobase; se existem dois grupos hidróxidos diz-se que é uma dibase.
Apesar de ter sido amplamente aceite e usada pelos químicos, a teoria de Arrhenius sofreu sérias restrições por não conseguir explicar certas observações experimentais. Uma das mais notáveis foi a de compostos derivados da piridina possuírem acentuado carácter básico e era portanto óbvio que o carácter básico de um composto não poderia estar ligado ao seu poder de libertar iões hidróxido, uma vez que a piridina não os possui.
Outra limitação da teoria de Arrhenius é não poder explicar a neutralização dos ácidos em solventes não aquosos.

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