teoria X-Barra

Desenvolvimento teórico dentro da gramática generativa proposto por Noam Chomsky (1970) que consiste na inclusão de categorias de nível intermédio posicionadas entre as categorias mínimas (as categorias lexicais) e as categorias máximas (as categorias sintagmáticas). Estes desenvolvimentos refletiram-se numa alteração do formalismo de representação sintática pré-existente, que passou a ser designada por convenção X-Barra.
As frases possuem esquemas sintáticos abstratos em que se reconhecem três níveis hierárquicos, em vez de dois (as categorias lexicais - N, V, P, Adj, Adv e as categorias sintagmáticas - SN, SV, SP, Sadj, SAdv), como acontecia nas primeiras formulações da gramática generativa. Existem, portanto, três níveis de projeção sintática a partir das categorias lexicais V(erbo), N(ome), A(djectivo) e P(reposição). A projeção sintática de nível 1 é o resultado da combinação da categoria lexical com os seus complementos e designa-se através da notação X', sendo que X representa uma variável que pode ser preenchida por uma categoria N', V', A' ou P'. A projeção sintática de nível 2 é o resultado da composição da categoria X' (obtida através da primeira projeção) com o especificador da categoria lexical em causa, representando-se através da notação X" (variável que pode ser atualizada por N", V", A", P''). Os especificadores não fazem parte da composição das categorias lexicais nem tampouco podem ser categorias lexicais, mas servem-lhes de modificadores. A configuração abstrata da teoria X-Barra será assim representável segundo o esquema:


Um exemplo de aplicação possível da teoria X-Barra ao sintagma nominal <o poeta do Alentejo> seria:

Como referenciar: teoria X-Barra in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2019. [consult. 2019-09-16 15:03:02]. Disponível na Internet: