Terceira Invasão Francesa

Lord Wellington preparou novamente a defesa portuguesa, desta feita de Lisboa, contra um terceiro ataque francês, que se previa para o outono de 1809. A capital do reino foi protegida por três linhas fortificadas, sendo a linha defensiva mais imponente a de Torres Vedras, a cerca de 40 km. Trata-se das célebres "linhas de Torres" (fortificações planeadas pelo major José Maria das Neves Costa), que permaneceram na toponímia da região. Este plano defensivo tornava quase impossível a entrada em Lisboa. De facto, quando o exército francês, comandado pelo prestigiado marechal Masséna e onde se destacava também o general Ney, entrou em Portugal, em junho de 1810, naquela que seria a última invasão francesa, foi travado em Torres Novas, logo depois de ter sido vencido no Buçaco. Durante cinco meses, os dois exércitos mediram as suas forças; o exército francês esperava pelo envio de reforços, enquanto que o exército britânico contava com a exaustão dos franceses.
Em março de 1811 os franceses não esperaram mais pelo reforço e deram início à sua retirada de Portugal. Beresford, o marechal inglês, derrotou-os mais uma vez em Redinha. A fronteira foi passada em outubro; em Espanha os franceses foram empurrados para Toulouse pela pressão do exército britânico, que contava com o auxílio de soldados portugueses e espanhóis.
A independência de Portugal foi retomada entre 1814 e 1815, pelo Congresso de Viena, que decidiu igualmente restituir Olivença a Portugal, determinação que todavia nunca foi cumprida por Madrid.
Como referenciar: Porto Editora – Terceira Invasão Francesa na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2022-01-27 15:46:07]. Disponível em