The Family of Man

Em 1955, dez anos após o fim da Segunda Guerra Mundial, Edward Steichen organizou no Museu de Arte Moderna (MOMA), em Nova Iorque, a exposição "The Family of Man". Tratou-se de uma exposição que pretendia consciencializar o Homem através de uma linguagem universal: a fotografia.
A preparação desta mostra demorou aproximadamente quatro anos. Steichen convidou fotógrafos amadores e profissionais, bem como autores famosos e menos conhecidos, a enviar fotografias de todo o mundo. Dos cerca de dois milhões de fotografias que recebeu, selecionou numa primeira fase cerca de dez mil. Numa segunda fase, reduziu este número para 503 imagens de 273 fotógrafos, oriundos de 68 países.
Estas imagens acabaram por constituir a exposição "The Family of Man", que abordava 37 temas, desde o amor à fé, passando pelo nascimento, trabalho, família, educação, crianças, guerra, paz, morte, entre muitas outras temáticas relacionadas com a vida humana.
A exposição teve um sucesso tremendo. Entre as décadas de 50 e 60, acolheu mais de nove milhões de visitantes, percorreu as principais cidades dos Estados Unidos e alguns países estrangeiros.
Em 1964 o governo norte-americano ofereceu esta coleção de fotografias ao Grão-Duque do Luxemburgo, tal como era a vontade de Edward Steichen, que desejava que o seu trabalho mais importante ficasse permanentemente alojado no seu país de origem.
Entretanto, foi decidido que as fotografias danificadas durante as várias exibições teriam de ser restauradas. Esta tarefa foi levada a cabo por Silvia Berselli e a sua equipa, que restauraram a coleção completa em aproximadamente 2 mil horas de trabalho.
O interesse público pela "Family of Man" foi aumentando no Luxemburgo. Em 1993, a coleção, já restaurada, foi exibida no Réfectoire des Jacobins, em Toulouse, na França, tendo atraído mais de 30 mil visitantes de todo o país, assim como de Espanha, Portugal, Suíça, Itália e Japão. Esta exposição teve o mesmo tipo de sucesso quando passou por Tóquio e Hiroshima, no Japão, reunindo milhares de visitantes, principalmente jovens, na redescoberta do retrato do Homem dos anos 50, tal como Edward Steichen e a sua equipa do Museu de Arte Moderna de Nova Iorque tinham imaginado.
Em junho de 1994 foi inaugurado um novo museu no Château de Clervaux, no Luxemburgo, onde a exposição se encontra aberta a todos aqueles que pretendam conhecer e compreender as múltiplas dimensões da criação lendária de Edward Steichen.
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