Theodor Adorno

Filósofo e músico, Theodor Wiesengrund Adorno nasceu em 1903, em Frankfurt, e morreu em 1969, em Valais. Foi um dos elementos mais importantes da Escola de Frankfurt. De origem judaica, com a subida de Hitler ao poder, vê-se forçado ao exílio, primeiro em Londres e depois nos Estados Unidos da América, só regressando à Alemanha em 1949.
A par da sua atividade filosófica e sociológica foi pianista e compositor. A música desempenhou na vida deste pensador um papel tão importante como a filosofia; numa e noutra (diz Adorno num apontamento autobiográfico) procura "uma coisa idêntica".
A sua filosofia é marcada por um tom pessimista, do qual se destaca a temática do declínio e da decomposição, em áreas tão diferentes como a arte (a crise de sentido), a filosofia (a razão que se reconhece a si própria declinando) e a sociedade (o domínio do mundo pelos sistemas totalitários).
Para que a filosofia sobreviva deve renunciar-se à tentativa de estabelecer a priori um sentido para o real e a qualquer explicação que se pretenda totalizadora, por esta razão a sua filosofia opõe-se naturalmente a uma sistematização. O real deve ser interpretado de maneira "realista". A interpretação racionalista e utilitária do real, vinda de Descartes e culminando em Kant, deu origem aos sistemas totalizadores que estão em curso nas sociedades ocidentais e que se baseiam na ideia de dominação da natureza. A razão, que procure fornecer uma explicação antecipada do real, já não serve, é necessário ver um outro lado da razão, que não o instrumental. A sua análise da arte pretende mostrar que há uma outra dimensão da razão, que se assume na luta consigo própria para combater os séculos de domínio de abstração conceptual, pretensamente universal, que esqueceu a autonomia e a liberdade do indivíduo.
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