Thomas S. Kuhn

Físico, historiador e filósofo da ciência, Thomas Samuel Kuhn nasceu a 18 de julho de 1922, em Cincinnati, Ohio, e faleceu a 17 de junho de 1996, em Cambridge, Massachusetts. Foi o grande responsável por alterações substanciais no panorama da filosofia e da sociologia da ciência na década de 60. Estudou inicialmente Física na Universidade de Havard, mas mudou o rumo da sua investigação ao dedicar-se à História e Filosofia das Ciências.
Na obra The Structure of Scientific Revolutions (A Estrutura das Revoluções Científicas, 1962), que se tornou uma referência obrigatória para entender a História e a Filosofia do conhecimento científico, a sua tese fundamental consiste na convicção de que as ciências não progridem uniformemente, de uma forma contínua e cumulativa, tendo, por fim, a concretização de verdades. O progresso científico é, pelo contrário, descontínuo, feito por ruturas, que transformam por completo o paradigma científico dominante.
A epistemologia de Kuhn comporta três conceitos fundamentais: o de paradigma, o de ciência normal e o de ciência extraordinária. O paradigma representa um conjunto de teorias, de regras, de métodos, de formulações que são comummente aceites pela comunidade de cientistas. Cada paradigma tem subjacente uma determinada forma de olhar o mundo, correspondendo a mudança de paradigma a uma alteração radical dessa mesma visão do mundo. A ciência normal traduz o estado da ciência em que o paradigma tem a aceitação da comunidade científica. Todavia, no período da "ciência normal", podem surgir anomalias, que se revelam quando os esquemas explicativos dominantes estão saturados e já não conseguem explicar o real. Vemos então surgir um período de "ciência extraordinária", que se materializa numa "Revolução Científica".
Como referenciar: Thomas S. Kuhn in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2019. [consult. 2019-12-13 11:12:01]. Disponível na Internet: