Tomar

Aspetos Geográficos
O concelho de Tomar, do distrito de Santarém, localiza-se na Região Centro (NUT II), no Médio Tejo (NUT III). Situado na margem direita do rio Nabão e limitado a sudoeste pelas serras de Aire e Candeeiros, faz fronteira a norte com concelho de Ferreira do Zêzere, a oeste com Ourém e Torres Novas e a este com Abrantes.
No total, abrange uma área de cerca de 352 km2 e é constituído por 16 freguesias: Além da Ribeira, Alviobeira, Asseiceira, Beselga, Carregueiros, Casais, Junceira, Madalena, Olelhas, Paialvo, Pedreira, S. Pedro, Sabacheira, Serra, Santa Maria dos Olivais e São João Batista. Em 2005, o concelho apresentava 43 054 habitantes.
O natural ou habitante de Tomar denomina-se nabantino ou tomarense.

História e Monumentos
O concelho remonta ao século XII (1147) aquando da sua conquista aos mouros por D. Afonso Henriques. Mais tarde, em 1157, Tomar foi doado a D. Gualdim Pais, Mestre da Ordem dos Templários.
A maior parte das ruas denotam vestígios da Idade Média, pelo seu traçado regular e ordenado.
Das inúmeras igrejas e conventos, muitas delas consideradas monumentos nacionais, salientam-se: o Convento de Cristo, considerado património mundial pela UNESCO em 1984; a sinagoga (séc. XV), que é o único templo hebraico em Portugal dessa época; a ermida de S. João Gregório; a Igreja de S. João Batista (séc. XVI), com quadros e azulejos valiosíssimos dos séculos XVI e XVII; a Igreja de Sta. M. do Olival (séc. XII), onde se encontra o jazigo do Mestre dos Templários; a Capela de N. Sra. da Conceição (séc. XVI).
Outros monumentos importantes no concelho são: o Palácio dos Estaus, o Castelo dos Templários (1160) - mandado construir por D. Gualdim Pais para defender os Templários contra o ataque mouro - e o aqueduto dos Pegões Altos (séc. XVII) - mandado construir no reinado de Filipe I para abastecer o Convento de Cristo.
Dos parques e jardins, destacam-se o Parque de Mouchão e o Jardim da Várzea Pequena e a Mata Nacional dos Sete Montes numa ilha do rio Nabão.
Ainda podem ser apreciados a ponte sobre o rio Nabão (anterior ao séc. XVI), a roda do rio Nabão, os Moinhos d'el Rei (séc. XVI) e a estrada romana.
Na Praça da República, no centro da cidade, encontra-se a estátua de D. Gualdim Pais.
Existem vários museus destacando-se o Museu Luso-Hebraico, na Sinagoga, o Museu Municipal João de Castilho, Museu da União dos Amigos da Ordem de Cristo e o Museu dos Fósforos Aquiles Lima.

Tradições, Lendas e Curiosidades
Existem várias feiras no concelho, das quais se destacam: a Feira Nacional e Internacional do Jogo, em setembro; Feira Nacional de Artesanato de Tomar; a Feira de Sta. Iria, a 20 de outubro; a de Sta. Cita, a 11 de setembro.
A Festa dos Tabuleiros tem lugar de três em três anos, em junho e julho, e é considerada a mãe de todas as festas ao Divino Espírito Santo, também celebrada nos Açores, América do Norte e Brasil.
O Círio de N. Sra. da Piedade é uma festa não anual e decorre, geralmente, no primeiro domingo de setembro, com direito a um cortejo de oferendas em carros típicos enfeitados com flores de papel.
O feriado municipal é a 1 de março.
No que diz respeito ao artesanato, existem muitos trabalhos feitos em barro, azulejos, lata, cesto e outros tantos trabalhos em tecelagem.

Economia
Apesar da grande aptidão agrícola (11 000 ha) - trigo, milho, tomate, vinha, pomares, oliveira -, florestal - pinheiro e eucalipto - e pecuária - ovinos, suínos e aves -, assim como as suas características tipicamente rurais, com povoamento aglomerado, a maior parte da população de Tomar encontra-se empregada no setor terciário, ligado ao turismo religioso e monumental, comércio a retalho, serviços e administração pública. O setor secundário está relacionado com as indústrias de papel e artes gráficas, madeira e mobiliário e produtos minerais não metálicos.
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