Torre de Belém

Torre consagrada ao santo padroeiro de Lisboa, S. Vicente, integrava-se num plano de defesa do Tejo, concebido por D. João II mas que só veio a concretizar-se com D. Manuel I, que a mandou edificar entre 1514 e 1521. Coube ao arquiteto Francisco de Arruda o traçado do monumento, formado por uma torre e um baluarte pentagonal que avança sobre a água, destinado ao tiro pirobalístico.
O Baluarte do Restelo, embora construído para a defesa da capital do reino, serviu também de palco para as cerimónias de partida e chegada das naus, onde nas suas varandas o rei e a sua corte podiam assistir e participar. A Torre de S. Vicente é já um sinal claro de modernização da arquitetura militar. Francisco de Arruda, um dos principais arquitetos do manuelino, apresenta aqui toda uma série de esquemas rebuscados na utilização de planos diversos, na redundância de elementos construtivos, na multiplicação de elementos naturalistas e heráldicos.
De salientar a plataforma ameada, uma fachada virada ao Tejo, as linhas de modilhões, as varandas bipartidas de mainéis e coberturas de empenas oblíquas, os balcões salientes, as cúpulas de gomos, os merlões chanfrados que, juntamente com a temática manuelina, fazem deste um monumento exemplar. A contrastar com toda a exuberância exterior, o interior é marcado por uma grande austeridade.
Com o Mosteiro dos Jerónimos, encontra-se classificada pela UNESCO como Património Mundial.
Como referenciar: Torre de Belém in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2019. [consult. 2019-12-10 03:07:11]. Disponível na Internet: