Torre de Moncorvo

Aspetos Geográficos
O concelho de Torre de Moncorvo, do distrito de Bragança, localiza-se na Região Norte (NUT II), no Douro (NUT III) e situa-se na extremidade mais a sul do distrito. Está rodeado pelos concelhos de Vila Flor, Alfândega da Fé, Mogadouro, Carrazeda de Ansiães, Freixo de Espada à Cinta e a sul do rio Douro, Vila Nova de Foz Coa do distrito da Guarda. Encontra-se situado numa área muito acidentada, principalmente na área da serra do Reboredo, sendo o concelho cortado pelos vales profundos e largos da confluência do rio Sabor com a ribeira de Vilariça e pelo vale limítrofe do rio Douro.
Com uma área de 531,6 km2 reparte-se por 17 freguesias: Açoreira, Adeganha, Cabeça Boa, Cardanha, Carviçais, Castedo, Felgar, Felgueiras, Horta da Vilariça, Larinho, Lousã, Maçores, Mós, Peredo dos Castelhanos, Souto da Velha, Torre de Moncorvo e Urros.
Em 2005, o concelho apresentava 9509 habitantes.
O natural ou habitante de Torre de Moncorvo denomina-se moncorvense.
História e Monumentos
Salientam-se do património arquitetónico do concelho: os Paços do Concelho (séc. XIX); o Solar dos Pimentéis (séc. XVIII); as capelas de Nossa Senhora da Esperança (séc. XIV), do Espírito Santo (séc. XVIII), de Nossa Senhora dos Prazeres (séc. XVIII), de Santo António (séc. XVIII) e do Sagrado Coração de Jesus (séc. XVIII); as igrejas da Misericórdia de Moncorvo e a matriz de Moncorvo ou Igreja de Nossa Senhora da Assunção (ambas do séc. XVI); o cabeço de Alfarela (Idade do Ferro), a fonte de Santiago (séc. XVII) e o castelo (séc. XII), na freguesia central de Torre de Moncorvo; a Igreja Paroquial ou Igreja de Nossa Senhora da Purificação (séc. XVIII), na freguesia de Larinho; o castelo e a calçada da Idade Média, o pelourinho (séc. XVI) e a Igreja de Mós ou Igreja de Santa Maria (séc. XVI), na freguesia de Mós; a Capela de Santa Bárbara (séc. XVIII), o castelinho da Idade da Proto-História e o chafariz de Lamelas (séc. XVIII), na freguesia de Felgar; o castelo da Mina da Idade da Proto-História e a capela do Senhor dos Aflitos (séc. XVIII), na freguesia de Cardanha; a Capela do Santo Cristo (séc. XVIII), a cidadonha da Proto-História e a necrópole de São Cristóvão da época romana, na freguesia de Carviçais; a Igreja Matriz de Adeganha ou Igreja de Santiago Maior (séc. XIII), as muralhas e ruínas de Vila Velha de Santa Cruz (séc. XIII), o povoado de Baldoeiro da Pré-História e a Igreja de São Ciríaco dos Estevais (séc. XVIII), em Adeganha; a Ermida de Nossa Senhora da Teixeira (séc. XVI), em Açoreira e as diversas pontes medievais sobre o rio Sabor e ribeira de Vilariça espalhadas por todo o concelho.
Tradições, Lendas e Curiosidades
Segundo uma lenda, na Idade Média, numa torre existente naquele lugar, vivia um capitão com o nome de Mendo que tinha um corvo domesticado. O povo chamava-a Torre de Mendo Corvo, daí derivando, para os nossos dias, em Torre de Moncorvo.
O concelho tem como romarias municipais a da Nossa Senhora da Assunção, a 15 de agosto, em Torre de Moncorvo; a da Nossa Senhora do Amparo, no primeiro domingo depois de 15 de agosto, em Felgar; a Festa de Santa Eufémia, no primeiro fim de semana de setembro, em Felgueiras; e a de S. Martinho, a 11 de novembro, em Maçores. Anualmente, na freguesia de Torre de Moncorvo, realiza-se a Feira do Artesanato, por volta do final de abril, com atividades populares e tradicionais; a feira da Nossa Senhora da Assunção, que decorre entre 13 e 17 de agosto e ainda a 10 de maio e 11 de setembro. Há feiras quinzenais nos dias 8 e 23 na vila e mensais em Carviçais, a 24; em Felgar, no segundo domingo e em Urros, no primeiro domingo.
O concelho comemora o seu feriado municipal a 19 de março.
No artesanato destacam-se a olaria, os tapetes, as mantas de farrapos e a cestaria.
Economia
O concelho tem como base económica a agropecuária. Na zona mais fértil, o vale da Vilariça, produz-se a azeitona, a amêndoa e os produtos hortícolas. Uma grande parte do concelho pertence à Região Demarcada do Douro, produzindo o vinho, principalmente o generoso. Nas zonas menos férteis cria-se o gado caprino e ovino. A produção de mel tem sido incrementada. A principal mancha florestal, localizada na serra de Rebordelo, com pinheiros, medronheiros, cedros, castanheiros, sobreiros e carvalhos, tem permitido a sua exploração industrial, principalmente a da extração da cortiça e do corte da madeira. Nesta serra encontra-se uma grande jazida de ferro que em tempos foi muito explorada. A atividade turística está ligada à caça, à pesca, ao património arquitetónico e aos aspetos paisagísticos.
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