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totem
O totem, na mitologia norte-americana, é o símbolo das histórias, aventuras, dignidade, e direitos de uma pessoa ou clã, que usam o seu nome por ser considerado o seu antepassado. O totem representa o respeito que se presta ao ser ancestral que originou a estirpe, sendo erigidos para mostrar o alto nível atingido pela pessoa, para honrar um ancião muito importante para a tribo, para representar o encontro com um ser sobrenatural ou para honrar a pessoa que financiou a cerimónia Potlatch.
Os totens eram feitos de madeira de cedro pelos nativos do Canadá, Columbia Britânica e sul do Alasca, na costa noroeste do oceano Pacífico.
Eram parte importante de uma cerimónia denominada Potlatch, realizada pelos primeiros povos.
O totem representa normalmente uma força da natureza, um objeto, uma planta ou animal e para o respeitar não se deve comer ou matar o ser que o totem reproduz, exceto em rituais ou em práticas exogâmicas toleradas pelos sacerdotes tribais.
Quando o totem representa um animal é também considerado como um antepassado da sua espécie".
O totem não possui poderes de domínio ou punição do ser humano como é comum observar na mitologia da maioria dos povos, é simplesmente um símbolo, um emblema, e não uma divindade a ser venerada.
Algumas das figuras mais representadas em totens são: a Águia, senhora dos céus que se pode transformar num dançarino; o Pássaro Trovão, que come baleias, gosta de participar nas danças cerimoniais humanas e é o dono do Céu; o Falcão, que detesta mosquitos e se transforma em fêmea ou macho; a Baleia, que odeia Pássaros Trovão e vive na sua cidade subaquática com a sua corte; o Corvo, sempre faminto, traiçoeiro e curioso; a serpente marinha de duas cabeças; Siskiutl, que é inimiga dos Pássaros Trovão, tem olhos móveis em cristal e transforma em pedra os seus adversários; o Lobo, que tem poderes curativos, evita os humanos, pode transformar-se em baleia e é poderoso (os mais poderosos são brancos); o Sapo, que proporciona riqueza; o Urso, capaz de fazer fogo com paus molhados, está destinado a casar com uma bela princesa humana (ele também se transforma em humano) e ter filhos gémeos que crescem muito depressa; e Tsnoqua ou Dzunkwa, uma mulher canibal que cheira muito mal, tem tesouros cobiçados pelos humanos, imortal e raptora de crianças que normalmente conseguem fugir.
O respeito ao totem tem como objetivo assegurar a sua proteção e mesmo adquirir um certo domínio sobre ele. Por esta razão eram-lhe feitas ofertas e homenagens.
As suas formas refletem as formas artísticas dos aborígenes primitivos, a manufatura de totens ainda se manifesta em algumas zonas na América, apesar de ter quase desaparecido entre 1910 e 1950.
Os totens mais antigos que existem datam de cerca de 1835 e são de Ninstins, tendo os mais antigos desaparecido principalmente devido à degradação causada pelos elementos atmosféricos.
Causas da desaparição de muitos totens podem ter sido o envio de alguns para diversas Universidades espalhadas pelo mundo, para o Smithsonian Institute, para a Alemanha onde sumiram cerca de 1945, outros oferecidos a França, e muitos foram queimados num incêndio em Estocolmo.
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