Trajano Décio

Caio Mésio Quinto Décio nasceu no Ilírico (região que corresponde à costa da Croácia atual, aproximadamente), entre 190 e 200. Recebeu de Filipe I o Árabe a tarefa de prosseguir as campanhas militares por ele iniciadas na região do Danúbio e de a pacificar e aí restabelecer de seguida a ordem da Pax Romana. Militar admirado e querido pelos legionários, graças aos sucessos que conheceu então nessa missão danubiana, foi por eles aclamado Imperador, numa altura em que Filipe estava na Itália. Estava-se então no mês de junho de 249.
Filipe parte logo em demanda do usurpador Décio, que estava, contudo, bem acolitado por legiões fortes e com um elevado moral. Por isso, encontrando-se em batalha as duas fações nas imediações de Verona, foi mais forte a de Décio, que vitoriosa, acabou igualmente por assassinar Filipe. Pouco depois, o Senado de Roma prestou homenagem a Décio como Imperador e cumulou-o de honras, entre as quais a atribuição do nome de Trajano, em memória do grande imperador militar de Roma (98-117).
Décio ficou no entanto célebre por uma violenta perseguição que moveu aos Cristãos, talvez a mais impiedosa e cruel de que há memória durante o Império Romano. Decorreu esse conjunto de atos brutais e de inusitada violência - como narram testemunhos da época, cristãos e pagãos - nos anos de 249 e 250. Apenas as guerras contra os Godos em 250 atenuariam essas perseguições, pois mobilizaram as energias dos Romanos para a sempre tumultuosa fronteira renano-danubiana. Um dos filhos mais velhos de Décio, nomeado Augusto pelo pai, partiu de imediato para a Mésia para enfrentar a ameaça dos Godos. Décio não demorou muito a juntar-se a seu filho; ambos morreram na batalha de Abritta em junho de 251.
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