Tratado de Amizade Japão-Sião

Ananda Mahiodol, sobrinho de Prajadhipok-Rama VII, sucede-lhe no trono da Tailândia em 1935, após um golpe militar que transformou o Sião numa monarquia constitucional (1932). No Governo estava o homem-forte dessa rebelião, o coronel Phibun Songgram, que adota um posicionamento próximo do Japão militarista. Nesse sentido, em 1936, são declarados nulos todos os tratados existentes em outras nações. Em 1938 o Sião começa a chamar-se Tailândia, isto é, "Terra dos homens livres", e a mudança de nome do país é oficializada no ano seguinte. No início da II Guerra Mundial, a Tailândia mantém uma atitude de aparente neutralidade; contudo, em 1940, na sequência dos desaires da França na Europa, e apoiados pelos japoneses que desejavam intervir como mediadores na Indochina, os tailandeses reivindicam de Paris a cedência de territórios que os franceses haviam ocupado em 1893; depois de uma curta luta, interrompida precisamente pelo Japão, o antigo Sião obtém certas províncias do Camboja e alguns territórios em Louang Prabang (Laos), na margem direita do Mekong. Pouco depois, pressionada pelo aliado nipónico, a Tailândia declara guerra às potências anglo-saxónicas (janeiro de 1942). Nos termos da aliança com Tóquio, de quem, ao que parece, Phibun desconfiava, o Governo tailandês autorizava a circulação de tropas japonesas pelo país em direção à fronteira malaia.
A derrota dos japoneses na guerra terá igualmente consequências para esta nação. A Tailândia volta a chamar-se Sião e regressa às fronteiras de antes da guerra, restituindo os Estados malaios de Perlis, Kedah, Kelantam e Trengganu, bem como os territórios coloniais da França na Indochina.
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