Tratado de Comércio Luso-Britânico de 1810

O Tratado de Comércio Luso-Britânico de 19 de fevereiro de 1810 é o resultado de uma medida tomada por D. João VI logo que se efetivou a transferência da corte para o Brasil: a abertura dos portos brasileiros às nações amigas e a possibilidade de se poder transacionar qualquer espécie de mercadoria, salvo algumas que eram objeto de monopólio da coroa portuguesa. Assim, as mercadorias não tinham que entrar nos portos portugueses e serem sujeitas a impostos alfandegários. O comércio direto com o Brasil era deveras vantajoso para a Inglaterra, o principal país comprador e vendedor relativamente às mercadorias portuguesas. Este facto veio alterar os níveis de exportação e importação entre Portugal e Brasil, diminuindo o seu volume.
A elaboração e assinatura do tratado está de acordo com uma política de concorrência comercial na qual a Inglaterra saía como grande beneficiada, podendo assim levar por diante o desenvolvimento assente na Revolução Industrial através do aumento de exportações. Ocorre após outro tratado que tinha sido assinado em outubro de 1807 e da carta régia de janeiro de 1808.
Mais uma vez a Inglaterra ficava numa posição privilegiada, colocando Portugal na sua dependência. O tratado fixava direitos de importação muito favoráveis aos produtos ingleses, nomeadamente os lanifícios, que ao longo do tempo não acompanharam a subida das taxas aplicadas aos produtos portugueses, como foi o caso do vinho.
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