Tratado de Saint-Germain

Tratado de paz acordado entre os Aliados e a Áustria depois da I Guerra Mundial, assinado em Saint-Germain-en-Laye, em França, a 10 de setembro de 1919. Este tratado exigia da Áustria, o último reduto do Império Austro-Húngaro, o reconhecimento da soberania da Hungria, a cedência de territórios ao reino dos Sérvios, Croatas e Eslovenos, que depois tomou o nome de Jugoslávia, à Checoslováquia, Polónia, Roménia e Itália, e também a aceitação dos regulamentos que obrigavam a respeitar as minorias étnicas dentro das fronteiras austríacas.
As cláusulas militares permitiram à Áustria um exército voluntário de 30 000 homens, mas a Marinha austro-húngara foi destruída e distribuída entre os Aliados. Foram igualmente estabelecidas compensações económicas pelos prejuízos causados pela guerra, embora o dinheiro nunca tenham sido pagas.
O Artigo 88, que proibia qualquer ato que comprometesse a independência austríaca, foi criado para precaver uma futura aliança com a Alemanha. Este artigo foi responsável pelo clima de tensão nas relações da Alemanha com a Áustria nos anos trinta, que culminaram com a anexação da Áustria por Adolf Hitler, em 1938.
Como referenciar: Tratado de Saint-Germain in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2019. [consult. 2019-08-19 17:05:37]. Disponível na Internet: