Um Americano em Paris

Musical norte-americano realizado em 1951 por Vincent Minnelli, contando com as interpretações de Gene Kelly, Leslie Caron, Oscar Levant, Georges Guetary e Nina Foch. Intitulado originalmente An American in Paris, teve argumento original de Alan Jay Lerner, música de George Gershwin, letras de Ira Gershwin, e coreografias de Gene Kelly.
Passado em Paris, conta a história de um ex-soldado americano, Jerry Mulligan (Gene Kelly), que após a Segunda Guerra Mundial fica a viver em Paris e torna-se pintor, o seu grande desejo. É descoberto por Milo Roberts (Nina Foch), uma mulher rica que se torna sua padroeira. Ele vive alegremente num minúsculo apartamento de Montmartre e é popular entre os vizinhos. Um dos seus melhores amigos é Adam Cook (Oscar Levant), pianista que toca num bar, mas que outrora fora acompanhante de uma estrela do music-hall, Henri Baurel (Georges Guetary). Henri, homem de meia idade, mostra-lhe uma foto da sua noiva de 19 anos, Lise Bouvier (Leslie Caron, na sua estreia no cinema), uma adorável bailarina que trabalha numa perfumaria. Confrontado com a diferença de idades, Henri explica que salvou Lise dos nazis e criou-a, uma vez que ela ficara órfã. Só quando ela cresceu e se tornou mulher eles se apaixonaram. Entretanto, Lise vai sendo objeto da afeição de Jerry, que desconhece a ligação dela ao também seu amigo Henri. O enredo, todavia, não encontra aqui o ponto mais importante, à semelhança de muitos outros filmes do género, mas antes nos números musicais perfeitamente articulados com a história. É um dos mais elegantes e grandiosos musicais da MGM e de toda a história, com notáveis cenários, guarda-roupa e uma magnífica fotografia "Technicolor". É também um dos filmes americanos mais otimistas do pós-guerra que, apesar de se passar em Paris e contra a vontade de Gene Kelly, foi quase integralmente filmado nos estúdios da MGM na Califórnia. Leslie Caron substituiu Cyd Charisse - inicialmente contratada para o papel de Lise Bouvier - quando esta soube que estava grávida.
Uma das sequências mais marcantes do filme é o longo bailado final entre Kelly e Caron, num cenário que reflete trabalhos de diversos pintores impressionistas franceses, como Manet, Rousseau ou Toulouse-Lautrec.
Considerado pelo American Film Institute um dos 100 melhores filmes americanos de todos os tempos, Um Americano em Paris venceu seis Óscares (Melhor Filme, Argumento, Banda Sonora, Fotografia, Direção Artística e Guarda-roupa), tendo obtido mais duas nomeações (Melhor Realizador e Montagem) e vencido o Globo de Ouro de Melhor Filme Musical ou Comédia.
Como referenciar: Um Americano em Paris in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2019. [consult. 2019-07-22 01:08:53]. Disponível na Internet: