Artigos de apoio

UNITA (União Nacional para a Independência Total de Angola)
Movimento angolano anticolonialista, e depois anti-MPLA, fundado, em 1966, por Jonas Savimbi.
Depois de ter lutado contra as tropas portuguesas, este movimento, com o apoio da África do Sul, iniciou uma guerra civil em Angola quando se viu afastado do governo pelo MPLA. Chegou a ocupar quase um terço do território angolano, a sul e a leste.
Após várias tentativas falhadas de acordos de paz, a UNITA assinou, com o MPLA e sob a mediação do Governo português, os acordos de paz de Bicesse em 31 de maio de 1991. Em julho do ano seguinte, perdeu as eleições gerais. A UNITA não aceitou os resultados das eleições gerais, alegando a existência de fraudes, e enveredou por novos confrontos com o MPLA. A própria cidade de Luanda foi assolada, vindo a morrer, durante os confrontos, o chefe da delegação da UNITA na Comissão Conjunta Político-Militar, Elias Salupeto Pena.
Em 1996, Savimbi reuniu-se em Libreville com José Eduardo dos Santos para novas negociações de paz. A 6 de janeiro de 1997, em consequência dos acordos então firmados sob a égide da Organização das Nações Unidas, soldados da UNITA foram reintegrados nas Forças Armadas Angolanas, embora cerca de um terço tenha depois desertado. Em março de 1997, Savimbi requereu honrarias protocolares iguais às do presidente da República. Em 24 de março, o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, encontrou-se com Savimbi e conseguiu que a UNITA integrasse o Governo angolano. A 11 de abril de 1997, a UNITA integrou o Governo de Unidade e Reconciliação Nacional, com Savimbi ausente. Embora a situação institucional aponte para a normalidade e a pacificação do país, novos confrontos tiveram lugar envolvendo forças da UNITA.
Em fevereiro de 2002, o fundador do partido, Jonas Savimbi, foi assassinado.
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