urim e thummim

Não se tem a certeza da forma exata de Urim e Thummim, as pedras divinatórias mencionadas no Antigo Testamento como as únicas que Deus permitia utilizar. Poderiam ser pedras arredondadas, uma branca e outra preta, de consistência e tamanho semelhantes que consoante fossem escolhidas pelo tato teriam um significado positivo ou negativo, de sim ou não, consoante fossem a branca ou a preta. Outros dizem que eram ossos das articulações dos dedos dos defuntos, semelhantes aos dados divinatórios usados na Grécia e supostamente inventados por Hermes. Para além destes, outros objetos semelhantes aos atuais dados do jogo eram também usados na Ásia por diferentes civilizações para a adivinhação. A Igreja, como em tudo o que era passível de fugir ao seu alcance, proibiu os dados como sendo usados para práticas pagãs mas estes sobreviveram no submundo e foram sendo progressivamente associados ao jogo e assim permaneceram até aos nossos dias.
Uma explicação totalmente deturpada dos bíblicos Urim e Thummim foi usada pelos Mormons que baseiam a sua existência e missão religiosa em dois pratos dourados encontrados pelo fundador da seita, Joseph Smith, que teriam uma misteriosa linguagem, que Smith dizia ser egípcia, e que seria desvendada por um par de óculos imaginários com características mágicas que se chamariam de Urim e Thummim. Os pratos nunca foram vistos por ninguém para além de Smith, dado que as testemunhas que Smith apresentava negaram mais tarde o facto após abandonarem a seita. Cópias em papel das inscrições dos pratos foram consultadas por vários peritos que concordaram em serem estas uma fraude, palavras hebraicas e gregas dispostas em círculo, como nos calendários maias.
Como referenciar: Porto Editora – urim e thummim na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2021-10-28 14:45:34]. Disponível em