urso-polar

Os ursos-polares (Thalarctos maritimus), também denominados ursos brancos, vivem na bordadura da calote glaciária ártica, a partir da qual fazem os seus avanços e recuos sazonais, e no interior local fazem deslocações que podem atingir os cento e cinquenta quilómetros. Vivem também nas costas geladas da Sibéria, da Noruega, da Gronelândia, do Canadá e dos Estados Unidos da América do Norte.

Estes ursos são estreitamente aparentados com os ursos castanhos. Parecem ter derivado de um grupo de ursos castanhos da Sibéria que se teriam isolado no decorrer da última época glaciária. Ter-se-iam adaptado ao seu novo meio tendo-se tornado em caçadores de focas.
A sua dentadura está particularmente adaptada a um regime carniceiro. O urso-polar mede entre dois metros e meio e três metros de comprimento e o peso de certos machos pode atingir uma tonelada. A sua musculatura, principalmente a dos seus membros anteriores, é muito forte o que lhe possibilita tirar as focas para fora da água. Toda a sua morfologia está adaptada ao seu meio.

O seu estômago, que pode conter setenta quilos de alimento, permite-lhe satisfazer as suas enormes necessidades de alimentos quando se aproxima o inverno Ártico. A sua pelagem, branca ou amarelada, constituída por longo pelo duplo e um subpêlo espesso e uma camada de gordura subcutânea com uma espessura de cinco a dez centímetros protegem-no bem do frio. Com esta proteção pode mergulhar na água "gelada" e percorrer longas distâncias. É um animal solitário que se deixa transportar e vaguear pelos gelos flutuantes.

Só as fêmeas se mantêm durante todo o inverno ártico na bordadura da calote ártica nas suas tocas, nas margens voltadas a sul. O acasalamento ocorre entre março e abril, durando a gestação cerca de 8 a 9 meses originando durante o período de hibernação de uma a três crias que medem cerca de 30 centímetros e pesam entre os 500 e 600 gramas. Os juvenis nascem em dezembro ou janeiro e são cuidadosamente guardados nos abrigos pelas fêmeas. Estão cobertos de pelagem curta. Os recém-nascidos são cegos e surdos, e são amamentados durante um ano, permanecendo junto da mãe por cerca de dois anos. A longevidade do urso-polar pode atingir os 34 anos.

Nas regiões frias os ursos polares passam a estação de inverno nas suas tocas que previamente encheram de alimentos, principalmente reservas de gordura. Estas tocas são construídas junto a árvores, grutas ou escavações nos flancos da colina. São atapetadas por plantas secas e folhas. Durante este período de vida latente os ursos saem de tempos em tempos para se alimentarem.
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