Valente de Oliveira

Político português, Luís Valente de Oliveira nasceu em 1937, em São João da Madeira. Aos 24 anos licenciou-se em Engenharia Civil, na Universidade do Porto, onde doze anos mais tarde conquistou o grau de doutor. Entretanto, já se tinha diplomado em 1969 em Planeamento Regional no Instituto de Estudos Sociais de Haia, na Holanda. Em 1971, alcançou o grau de Master of Science em Transportes pelo Imperial College da Universidade de Londres. Quatro anos depois, entrou num concurso para professor extraordinário da Faculdade de Engenharia do Porto, onde passou a ser catedrático em 1980, especializado em planeamento dos transportes, do território e do desenvolvimento regional.
Entretanto, entre 1973 e 1975, foi diretor do Gabinete Técnico da Comissão de Planeamento da Região do Norte, passando de imediato a encarregado da Gestão da Comissão, missão que desempenhou até 1978.
Valente de Oliveira é um dos governantes mais experientes de Portugal, tendo começado por ser ministro da Educação e Investigação em 1978, no Governo do social-democrata Mota Pinto, que se manteve até ao ano seguinte. Passou posteriormente à presidência da Comissão de Coordenação da Região Norte, onde se manteve até ser convidado para um ministério.
Em 1985, regressou ao Governo, agora com Aníbal Cavaco Silva como primeiro-ministro, para ocupar o cargo de ministro do Planeamento e Administração do Território, a área da sua especialização académica. Ocupou o cargo durante os dez anos que Cavaco Silva liderou, tendo sido o único ministro a nunca mudar de pasta. Durante este período, negociou para Portugal os dois primeiros Quadros Comunitários de Apoio e defendeu a regionalização, que viria a ser derrotada em referendo nacional.
Apesar de nunca ter participado com muita intensidade na atividade do Partido Social Democrata (PSD), em 1995, apoiou a candidatura de Durão Barroso à liderança do partido, que viria a perder para Fernando Nogueira.
Depois de deixar o Governo, tornou-se vice-presidente da Associação Empresarial de Portugal e do Conselho Geral da Escola de Gestão do Porto, vogal da direção da Fundação D.Manuel II, administrador não executivo da Parque Expo e membro da Academia de Engenharia
Em abril de 2002, regressou ao Governo, desta feita liderado por Durão Barroso, para desempenhar o cargo de ministro das Obras Públicas e Transportes, cargo que ocupou até abril de 2003, tendo sido substituído por Carmona Rodrigues.
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