vespa

Nome atribuído a animais do filo dos artrópodes, da classe dos insetos, da ordem dos himenópteros e da família dos Vespídeos. Constituem-se em sociedades organizadas.

São insetos sociais com o abdómen anelado de amarelo e preto. Constroem os seus ninhos (vespeiros) subterrâneos ou aéreos. A fêmea é provida de um aguilhão venenoso não serreado, como acontece nas abelhas, é forte e tem patas anteriores muito desenvolvidas. Enrolam ou pregueiam as suas asas no sentido longitudinal, em vez de estarem planas. As espécies mais conhecidas na Europa são os géneros Vespula (vespa germânica), Paravespula (vespa comum) e Dolichovespula (vespa saxónica). As vespas em sentido lato são um grupo particularmente interessante sob o ponto de vista etológico.

As vespas sociais têm rainhas e obreiras, cooperam no cuidado com as larvas e têm várias gerações simultâneas. A rainha típica hiberna e na primavera faz um ninho onde coloca a sua primeira postura. No ninho, as larvas crescem em celas horizontais e as obreiras, que são fêmeas estéreis, alimentam-nas com insetos mastigados. À medida que a colónia cresce, também cresce o ninho.

As larvas têm o corpo mais largo a um terço de distância da cabeça. As vespas são muito úteis para os jardins pois uma só vespa pode destruir mil moscas e mil lagartas.

Vivem em quase toda a Terra em habitats variados. Assim, por exemplo, a espécie Scolia variegata, com uma coloração negra e amarela, encontra-se na América do Sul; a Scolia procer, que vive nas ilhas de Samatra e Bornéu, não é estruturalmente agressiva mas as suas picadas são muito dolorosas; a Scolia hyalina, que se encontra no Brasil e possui uma mancha no bordo inferior do olho; e a Scolia peregrina habita o Peru e as suas asas são coloridas com brilho metálico.

A picadela das vespas é muito dolorosa.
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